Uma corrida fora da América do Norte segue nos planos da Indy, que ainda não divulgou o calendário da temporada 2027. Mark Miles, CEO da Penske Entertainment, empresa proprietária da categoria, destacou que há conversas para até duas corridas internacionais, e apesar de enfatizar que precisam organizar de uma forma que não atrapalhe a logística, acredita que é possível. Além de Goiânia e Colômbia, Austrália, Japão e até a Espanha estão na mira da categoria.
A informção é da revista Racer, que também afirma que a Indy e a Fox, dona de 1/3 das ações da Penske Entertainment planejam uma corrida fora do continente norte-americano. A última vez foi justamente no Brasil, com a São Paulo 300, em 2013, que foi disputada no sambódromo paulista. Uma das praças que ganhou força recentemente foi Barcelona, que a partir do ano que vem vai entrar no sistema de rodízio da Fórmula 1, alternando com a Bélgica. O circuito da Catalunha só volta a sediar a F1 em 2028 — a pista de rua de Madrid agora é o palco do GP da Espanha.
Como a Catalunha não vai receber a F1 em 2027, abre-se uma oportunidade para a Indy, que tem Álex Palou como grande nome da categoria — seria uma chance de o piloto da Ganassi correr em casa. Além de Barcelona, Goiânia segue no radar — representantes da Indy visitaram o circuito em abril —, porém o preisdente da Indy, Doug Boles, explicou ao GRANDE PRÊMIO em maio que não gostaria de fazer previsões para essas corridas.
A Colômbia, por sua vez, enviou uma comitiva às 500 Milhas de Indianápolis na tentativa de intensificar os esforços para ter uma corrida nas ruas de Barranquilla. A Austrália também está entre as cotadas, assim como o Japão, já que a Honda tem interesse em uma prova no país, algo que não ocorre desde 2011.

Segundo Miles, o objetivo é ter uma prova fora do continente norte-americano que seja válida para o campeonato, ao contrário do que a modalidade tentou fazer há alguns anos. Ainda que exista chance de acontecer no ano que vem, é mais provável que uma corrida internacional entre no calendário somente em 2028.
“Nossas conversas atuais não envolvem nenhuma perspectiva de corrida extracampeonato. Estamos discutindo a possibilidade de um, talvez algum dia dois eventos internacionais, que poderiam se encaixar no calendário e fazer parte da temporada”, declarou o CEO da Penske Entertainment.
O dirigente também destacou que a prova fora da América do Norte não pode comprometer a logística da categoria. Além disso, ressaltou que não vão antecipar o inicío do campeonato para ter a etapa internacional.
“Se você olhar para o nosso calendário, começar o ano mais cedo não é uma das coisas que estamos discutindo. Não estamos falando em começar antes de março. Porém, tanto na primavera quanto no verão, temos espaço para um ou mais eventos adicionais, teríamos de fazer isso de uma forma que a logística funcionasse e que não prejudicássemos de forma alguma nossos eventos na América do Norte. Acreditamos que isso seja possível”, salientou.
A categoria também não tem planos de ter etapas além do início de setembro, uma vez que a NFL (a liga de futebol americano) tem prioridade na Fox. O calendário da temporada 2027 deve voltar a ter 17 corridas, uma a menos em relação a este ano.
A Indy terá pela frente o último fim de semana de folga antes do encerramento da temporada 2026 e retorna somente entre os dias 7 e 9 de agosto, com o GP de Portland, que abre a sequência de seis corridas até o desfecho do campeonato.
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