Vice-presidente da Penske Entertainment, empresa proprietária da Indy, Bud Denker vê as portas abertas para a categoria voltar a competir nas ruas de Washington no futuro. No entanto, o dirigente apontou que o tempo é curto para definir a permanência do evento no calendário de 2027.
O GP de Washington surgiu de uma ideia da Fox, transmissora e sócia da Indy, para celebrar os 250 anos da Declaração da Independência dos Estados Unidos — por isso, o nome Freedom 250. O governo de Donald Trump apoiou a iniciativa e fez força para que o evento fosse realizado, o que obrigou a categoria a incluí-lo no calendário em janeiro deste ano, meses após a definição da programação de 2026. Denker foi o responsável por liderar a organização.
Os números do GP de Washington nos Estados Unidos foram impressionantes, com 3,2 milhões de espectadores, o que tornou a prova a maior audiência da IndyCar — criada pela reunificação de CART e IRL em 2008 — além das 500 Milhas de Indianápolis.
Contribui à permanência no calendário o fato de o evento ter sido realizado durante o recesso do Congresso americano, o que levou à cidade uma movimentação acima do esperado e rendeu o apoio da prefeita de Washington, Muriel Bowser, à continuidade da prova nos próximos anos.
No entanto, na visão de Denker, uma decisão oficial sobre a permanência do GP de Washington no calendário da Indy precisa ser tomada em “duas ou três semanas”.
“Não há razão para não conseguirmos fazer isso do ponto de vista operacional. Dessa vez, não acho que seria necessário um decreto executivo. Mas a questão é: queremos fazer o evento? Essa é uma decisão que precisamos tomar nas próximas duas ou três semanas”, comentou o dirigente da Indy.