Em uma classificação completamente surpreendente e confusa, deu Pato O’Ward. Se o mexicano precisava dar algum sinal de vida para impedir a festa de confete de Álex Palou e da Ganassi em Portland, ele fez a parte que precisava. Vai sair da pole-position no último misto da temporada com uma certa forcinha da McLaren, que trocou o motor de Christian Lundgaard, o mais rápido da classificação e que parte apenas em sétimo.

E, é claro, o clima da corrida fica levemente apimentado quando Palou comete um erro crucial na última volta rápida. Da mesma forma que Scott Dixon no treino livre e Robert Shwartzman na fase de grupos, o espanhol travou as rodas e foi ao muro na última curva. Os danos foram limitados por ser uma curva de baixa e pelo tanque atual que é o carro da Indy, mas é um golpe curioso e que pode ser celebrado por quem não gosta de Álex.

Logo, a empolgação para a McLaren aumenta bastante. Não apenas porque Palou deu demonstrações de que é humano e capaz de cometer equívocos, mas também pelo bom ritmo apresentado pelos carros da equipe durante todo o fim de semana. Lundgaard, por sinal, ainda pode sonhar com a vitória mesmo partindo da sétima posição. Desta vez, o time papaia é quem está em evidência em um misto. Algo raríssimo.

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Pato O’Ward (Foto: Indycar)

Mas não podemos nos enganar. Não é que o erro de Palou abriu o campeonato de vez. Ainda são 121 pontos de vantagem do espanhol para o mexicano. E sonhando em um cenário que Pato vença e colete todos os pontos de bonificação, com Álex recebendo a quadriculada em quinto, a distância iria para 97 em Milwaukee. Ou seja, é inevitável.

Então, o que Pato ainda briga na Indy 2025 é uma espécie de “gol de honra”. Sabe quando um time leva um completo banho do adversário e ainda desconta nos acréscimos para deixar o placar em um mentiroso 2×1? É o grande objetivo de O’Ward neste fim de semana. Evite o título de Álex e deixe isso para duas semanas, e no oval.

Entre outros destaques, Will Power merece uma menção. Mais uma vez, é a melhor Penske do fim de semana e largará da segunda fila, atrás de Pato e Felix Rosenqvist. E o bicampeão tem um fortíssimo histórico no Oregon, incluindo vitórias em 2019 e 2024. Se existe alguma chance da equipe do ‘Capitão’ acabar com a má fase, está nas mãos do australiano.

E o destaque é porque o tratamento da Penske com Power é completamente ridículo. Se o time quiser separar os caminhos do australiano, é uma opção. Porém, a indefinição sobre o futuro do piloto tem travado todo o mercado. Will merece mais respeito, especialmente por tudo que já entregou nos 15 anos de história da equipe. Um ponto final nessa história tem de acontecer.

De qualquer forma, o GP de Portland tem uma das largadas mais fundamentais do campeonato e que pode, sim, decidir o título dependendo dos acontecimentos. É uma prova crucial e que promete, ao menos para O’Ward, a possibilidade de adiar as celebrações do inevitável tetracampeonato de Palou.