4.195 metros e 18 curvas: Adelaide apresenta layout para receber MotoGP em 2027
Primeiro-ministro da Austrália do Sul, Peter Malinauskas apresentou nesta quinta-feira (17) a primeira versão do layout do circuito de Adelaide para receber a MotoGP a partir de 2027. Dirigente falou em voltar ao antigo traçado da Fórmula 1
Adeleide apresentou nesta quinta-feira (17) uma primeira versão do layout da pista que vai receber a MotoGP a partir da temporada 2027. O projeto conta com trechos do antigo traçado da Fórmula 1, mas alguns setores foram adaptados para atender às demandas do Mundial de Motovelocidade.
O evento que anunciou o desembarque da MotoGP em Adelaide após a polêmica saída de Phillip Island contou com a participação de Peter Malinauskas, primeiro-ministro da Austrália do Sul, Carlos Ezpeleta, diretor-esportivo do grupo MotoGP Sports Entertainment ― a antiga Dorna ―, e também de Jack Miller, que apareceu acompanhado da Yamaha YZR-M1 da Pramac.
Novidade no mundo do motociclismo, Adelaide já é conhecida no esporte a motor, já que recebeu a Fórmula 1 entre 1985 e 1995. No evento desta quinta os organizadores apresentaram um circuito de 4.195 metros, com 18 curvas e uma velocidade máxima para a MotoGP de 340 km/h.
“Vamos voltar ao antigo traçado da F1”, disse Malinauskas, observando que isso trará de volta o “romantismo, uma pista mais longa, velocidades mais altas, mais ultrapassagens, boas corridas”.

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O traçado vai passar pelo Parque Victoria e, ao menos nessa primeira versão do layout, usar partes do antigo traçado da F1, como, por exemplo, a reta principal, batizada de Brabham. Outros trechos, porém, ficaram de fora, como as curvas fechadas entre as retas Wakefield e Flinders.
O desenho inclui, também, o uso de uma parte da atual reta dos boxes, levando ao que parece ser uma versão mais fechada da chicane Senna, que se conecta à Wakefield Road. O projeto apresentado indica, ainda, a reformulação completa do trecho de asfalto do parque, incluindo o posicionamento da linha de largada e do prédio dos boxes na Fullarton Road.
“Aproveitamos a oportunidade para fazer uma modificação que trará um resultado muito melhor para o próprio Parque Victoria”, defendeu Malinauskas. “Com o ajuste da pista, estamos aproveitando a oportunidade para mover a arquibancada para onde os prédios temporários são montados para uma área imediatamente adjacente à arquibancada histórica do Parque Victoria”, explicou, se referindo a estrutura que data do início dos anos 1880 que era utilizada para corridas de cavalos.
Ainda de acordo com o primeiro-ministro, a construção da pista vai demandar a remoção de cerca de 45 árvores, mas o político defende que isso vai melhorar o acesso ao parque.

“Esta é uma grande conquista para a Austrália do Sul e uma prova mais do grande impulso do nosso estado”, disse o primeiro-ministro. “Já podemos competir com o resto do país pelos melhores eventos do mundo e estamos ganhando”, seguiu.
“Organizar a primeira corrida do mundo da MotoGP em um circuito urbano brindará Adelaide com uma possibilidade única, que sem dúvida vai atrair visitantes de outros estados e do exterior”, acrescentou o líder trabalhista, que espera um impacto anual de € 130 milhões (cerca de R$ 803 milhões) com o Mundial na região. “Se trata de muito mais do que um evento mundial: se trata de gerar atividade econômica para o nosso estado, fomentar o emprego e posicionar a Austrália do Sul no cenário mundial”, defendeu.
Carlos Ezpeleta insistiu que a correr no centro da cidade é uma oportunidade única para o campeonato, mas frisou que a prioridade é a segurança dos pilotos.
“Trazer a MotoGP para Adelaide é um marco significativo na evolução do nosso campeonato. Esta cidade tem uma reputação de nível mundial de abrigar grandes eventos, e a oportunidade de projetar um circuito especialmente desenhado no coração da cidade é algo verdadeiramente único no nosso esporte”, comentou Carlos. “Desde o início, nos asseguramos de que a segurança fosse absoluta: cada elemento do circuito foi desenhado para atender aos padrões mais altos da MotoGP moderna”, garantiu.
“Fizemos isso estudando a área disponível para a pista muito, muito de perto, até nos centímetros, eu diria, e depois construímos uma pista com base nos cálculos de velocidade e nas possíveis trajetórias de queda”, explicou Ezpeleta. “Está muito claro onde temos de colocar brita e diria que, mesmo sem os dispositivos de segurança temporários adicionais, como barreiras de ar, nossos cálculos indicam que o circuito é seguro”, acrescentou.
“Além disso, todos aqueles dispositivos estarão lá. Então estamos realmente felizes com o trabalho que está sendo feito”, completou.
Ezpeleta reconheceu, porém, que o layout apresentado nesta quinta-feira ainda não é a versão final do traçado que vai receber a MotoGP a partir de 2027.
A MotoGP volta à pista entre os dias 21 e 22 de fevereiro para os testes pré-temporada em Buriram, na Tailândia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa de todas as atividades da classe rainha, assim como das outras categorias do Mundial de Motovelocidade.
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