GP da Tailândia, no último domingo (1º), mostrou que a chance da temporada 2026 da MotoGP ser mais movimentada do que o ano anterior existe e tem grandes chances de acontecer. Ao contrário do que a maioria imaginou após os teste oficiais, a Aprilia parece ser uma ameaça real ao domínio da Ducati e começou a temporada melhor.

Marco Bezzecchi confirmou isso após se recuperar das quedas do sábado (28) e vencer o GP com autoridade. Além disso, Pedro Acosta colocou ainda mais pimenta no grid após vencer a corrida sprint, chegar em segundo no GP e fechar o primeiro fim de semana na liderança do Mundial de Pilotos.

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Além disso, Diogo Moreira mostrou que pode ser consistente logo de cara e estrou com com um desempenho muito sólido, andando próximo do companheiro de equipe e somando pontos logo na primeira corrida na classe rainha.

GRANDE PRÊMIO separou cinco coisas que aprendemos no GP da Austrália, 19ª etapa da temporada 2025 da MotoGP:

Marco Bezzecchi (Foto: Divulgação/MotoGP)

Ducati desmorona em Buriram. Temos um campeonato?

Quando os testes oficiais da MotoGP terminaram na Malásia e na própria Tailândia, a maioria olhou para a Ducati e cravou: é a referência técnica da temporada 2026. A casa de Borgo Panigale trouxe uma GP26 estava mais equilibrada, liderando a folha de tempos em simulações de corrida e voltas rápidas. Mas corrida é corrida.

No fim de semana do GP da Tailândia, a Ducati ruiu e ficou fora do pódio da MotoGP pela primeira vez após 88 etapas. O melhor resultado foi de Fabio Di Giannantonio, que fechou no sexto lugar com a VR46. Teremos um ano diferente ou ainda está cedo?

Marc Márquez (Foto: AFP)

Do outro lado, Aprilia dita ritmo e começa como 1ª força

Quem realmente mostrou que está mais forte do que imaginavam é a Aprilia. A casa de Noale fez um trabalho de desenvolvimento ainda mais forte para 2026 e trouxe uma RS-GP com novidades aerodinâmicas impactantes e muito desempenho.

Bezzecchi só não dominou o fim de semana porque caiu no sábado. E, além dele, as performances de Jorge Martín, Raúl Fernández e Ai Ogura mostram que a moto é, hoje, a melhor do grid da MotoGP, ao menos no início da temporada.

Marco Bezzecchi dominou o GP da Tailândia (Foto: AFP)

KTM começa muito forte. Mas será moto de um homem só?

A KTM também deixou uma marca interessante no GP da Tailândia. Os austríacos investiram forte em uma RC16 totalmente repaginada, e que parece ter combinado muito bem ao estilo de pilotagem de Acosta.

O #37 competiu forte vencendo a corrida sprint após a polêmica penalização a Marc Márquez, e também teve um ritmo consistente no GP. Ao contrário de 2025, o espanhol sofreu menos com a gestão dos pneus e teve borracha para brigar até o fim, garantindo o segundo lugar. A marca surge como uma das boas surpresas de 2026, e com certeza vai incomodar.

Pedro Acosta venceu a primeira sprint do ano (Foto: Gold & Goose/Red Bull Content Pool)

Moreira estreia forte, pontua e já deixa recado na MotoGP

A estreia de Moreira foi cercada de expectativa, sobretudo por parte dos fãs brasileiros, e o novato mostrou que já avançou bastante no processo de adaptação à categoria. Diogo teve bom desempenho nos treinos e andou próximo do companheiro de equipe na LCR, Johann Zarco, na maioria das sessões. A diferença apareceu apenas na classificação, quando o francês conseguiu avançar ao Q2.

Na corrida sprint, o ritmo consistente se traduziu em um 13º lugar, resultado que foi repetido na prova longa. É verdade que Diogo foi beneficiado pelos abandonos de Marc Márquez, Álex Márquez e Joan Mir, mas, ainda assim, o brasileiro manteve bom ritmo e deixou uma impressão bastante positiva na estreia.

Um resultado ainda mais expressivo não veio por conta das dificuldades na gestão dos pneus — um problema enfrentado por todo o grid e que marcou o primeiro compromisso de uma jornada longa como piloto da elite do motociclismo mundial. Ótimo começo.

Diogo Moreira ficou na zona de pontuação em Buriram (Foto: LCR)

Yamaha inicia ano de sofrimento com nova V4

Em contraste com os avanços observados, Yamaha e Pramac enfrentam muitas dificuldades com a nova V4. A melhor moto, pilotada por Fabio Quartararo, fechou o GP da Tailândia em 14º, evidenciando as inúmeras dificuldades técnicas ao redor do projeto neste momento.

O sacrifício de trazer uma moto nova para a MotoGP parecia inevitável em algum momento, mas o preço já se mostra alto, evidenciado pela insatisfação do francês, desprotegendo a estreia de Toprak Razgatlioglu e pelo fato de o cenário se desenrolar no último ano do regulamento das motos de 1000cc.

Resultados concretos só devem aparecer se houver uma mudança significativa em 2026 ou, mais realisticamente, com a chegada do próximo regulamento técnico da categoria. A própria fábrica de Iwata reconhece a grande defasagem em relação aos rivais e sabe que será preciso remar muito para buscar algo relevante ainda nesta temporada.

Fabio Quartararo (Foto: AFP)

MotoGP volta a acelerar entre os dias 20 e 22 de março, com o GP do Brasil, em Goiânia, para a 2ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.

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