O GP dos EUA do último domingo (29) trouxe mais uma acachapante vitória de Marco Bezzecchi e, mais do que isso, um domínio completo da Aprilia com vitórias na corrida sprint e na prova principal. Mais do que isso, a superioridade de Marco Bezzecchi e o renascimento de Jorge Martín colocaram ainda mais medo na Ducati para a temporada 2026 da MotoGP.

Na pista, tivemos boas histórias para contar, como a curiosa queda de Martín após a eufórica reação ao vencer a corrida curta, passando pelo fim de semana sofrido e cheio de quedas de Marc Márquez.

Além disso, Diogo Moreira fez mais um fim de semana sólido e conseguiu pontuar mais uma vez, fechando o terceiro GP seguido dentro da zona de pontos.

O GRANDE PRÊMIO separou cinco coisas que aprendemos no GP dos EUA, 3ª etapa da temporada 2026 da MotoGP:

Jorge Martín (Foto: Gold & Goose/Red Bull Content Pool)

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O canhão de Noale é muito real

O GP dos EUA — que era GP das Américas e não é mais — colocou em evidência, de novo, o canhão que a Aprilia produziu para a temporada 2026 da MotoGP. É inegável que a atual RS-GP é um foguete, muito rápida nas retas, mas também suave e equilibrada nas curvas. E o mais importante: uma moto competitiva em diferentes circuitos.

O trabalho aerodinâmico feito pelo time de Bezzecchi e Martín é tão eficiente que foi copiado na cara dura pela Ducati ao longo do fim de semana, principalmente as asas traseiras e as carenagens laterais da moto. Algo comum na MotoGP, mas soa muito curioso e interessante ver uma equipe que sempre andou no meio/fim do pelotão como referência técnica de uma categoria tão disputada. A Aprilia merece muito.

Marco Bezzecchi conseguiu a 5ª vitória seguida (Foto: Divulgação/MotoGP)

Bezzecchi precisa melhorar aos sábados, mas é homem a ser batido em 2026

A vitória dominante em Austin apenas reforça o favoritismo momentâneo de Bezzecchi na MotoGP 2026. É verdade que ainda restam 19 etapas, mas, neste momento, o italiano é o piloto a ser batido no campeonato. E esse cenário também passa pela irregularidade técnica de Marc Márquez, algo diferente do que se viu na temporada 2025.

O próprio Bezzecchi já deixou claro que, enquanto não corrigir os erros aos sábados, não se colocará como favorito. A postura é coerente e revela uma mentalidade competitiva importante, sempre voltada à evolução. Ainda assim, pelo que apresentou até aqui, não há muita dúvida: hoje, é o piloto mais forte do grid.

O renascimento de Martín é ótima notícia para MotoGP

A vitória na corrida sprint e o 2º lugar no GP são a prova de que Martín está voltando ao nível que o fez campeão mundial há dois anos. Nos EUA, o espanhol foi o único que acreditou no pneu médio traseiro e apareceu muito veloz para superar Francesco Bagnaia na última das dez voltas da prova curta.

No GP, foi consistente o bastante para mostrar que está quase 100% fisicamente, deixando o jovem Pedro Acosta para trás para garantir o 1-2 da equipe de Noale. O espanhol só precisa evitar quedas mais graves que, com a moto que tem, pode ser uma pedra bem grande no sapato do próprio Bezzecchi.

Jorge Martín (Foto: Gold & Goose/Red Bull Content Pool)

As quedas voltaram a assombrar Marc Márquez?

Marc Marquez iniciou a temporada 2026 de forma bem diferente do que apresentou em 2025 — algo que surpreende, especialmente para um piloto que, poucos meses atrás, contava com uma moto dominante no Mundial de Motovelocidade.

O #93 ainda não conseguiu se encontrar sobre a Desmosedici GP26 para extrair o máximo do conjunto. Na tentativa de atingir esse limite, o número de quedas aumentou de forma considerável, o que acende um sinal de alerta. Além de comprometer pontos importantes no campeonato, existe o risco de novas lesões — um problema marcante na carreira do espanhol.

É necessário cautela, e a pausa de quase 30 dias sem MotoGP pode ser decisiva para que a equipe de Borgo Panigale encontre soluções e evolua o equipamento, devolvendo maior competitividade à Ducati na sequência da temporada.

Marc Márquez (Foto: Ducati)

Moreira pontua pela terceira vez seguida

Por fim, precisamos falar de mais um fim de semana sólido de Moreira na MotoGP. Diogo parece cada vez mais adaptado com a RC213V da LCR. Dessa vez, inclusive, superou o companheiro de equipe Johann Zarco na classificação e largou na frente.

Mais uma corrida sólida, a terceira seguida em 13º e com três pontos somados na classe rainha, assim como foi nos GPs da Tailândia e Brasil, ocupando a 16ª colocação no Mundial de Pilotos. Agora são nove pontos somados em três etapas. E contando.

Diogo Moreira já somou 9 pontos na MotoGP (Foto: LCR)

A MotoGP volta a acelerar entre os dias 24 e 26 de abril, para o GP da Espanha, direto de Jerez, para a 4ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.

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