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Aleix Espargaró confirmou a favoritismo no quintal de casa e colocou a Aprilia na pole-position para o GP da Catalunha de MotoGP. Diferente do esperado, porém, a posição de honra veio um tantinho mais suada, já que Francesco Bagnaia marcou em cima e fez o catalão espremer a RS-GP ao máximo neste sábado (4) de classificação em Barcelona.

Em uma tarde de sol e forte calor, com a temperatura ambiente batendo os 33°C e o asfalto chegando aos 58°C, Aleix precisou mais uma vez baixar o recorde da pista, superando a marca que tinha estabelecido no treino 3 da manhã ao chegar em 1min38s742 para registrar a segunda pole-position do ano, só 0s031 melhor do que Bagnaia, que assegurou a segunda colocação.

Aleix Espargaró conseguiu a segunda pole no ano (Foto: Divulgação/MotoGP)

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“Não está sedo nada fácil. É uma pista muito difícil. Eu gosto muito dela, mas, por conta da aderência que tem aqui, está sendo muito difícil para mim, assim como para todos”, disse Aleix. “É difícil saber extrair o máximo do pneu sem destroça-lo. É muito difícil conseguir essa linha tênue”, apontou.

Em uma das pistas de menor aderência do calendário, Aleix aproveitou o vácuo de Maverick Viñales para conseguir cravar a melhor volta do dia.

“O problema não é ser rápido, o difícil é ser rápido sem destroçar o pneu. Na cronometrada, você sabe que não tem opção, mas vai ser muito fácil cometer um erro. Hoje a direção travava o tempo todo. Consegui pegar o vácuo de Maverick e isso me ajudou muito, então quero agradecê-lo”, frisou.

Apesar de ter dominado as atividades até aqui, Aleix não desponta como estrela solitária para a corrida, já que tanto Bagnaia quanto Fabio Quartararo também mostraram ritmo forte durante o quarto treino livre.

“Acho que fomos os mais rápidos, mas quando a aderência é assim baixa, tudo pode acontecer. No ano passado, uma KTM ganhou aqui, então não vai adiantar só ser rápido. Vai ser difícil manter o pneu até o final”, alertou. “A priori, acho que somos os mais rápidos, mas amanhã haverá um bom show”, garantiu.

“Na Argentina, eu tinha a sensação de que tinha mais margem com os demais e não me custava muito fazer o tempo. Aqui, vou muito no limite. Na Argentina, foi um mundo ideal, mas isso não existe, então vamos ver se isso volta a acontecer neste ano”, comentou.

Derrotado por pouco, Pecco reconheceu que as condições na pista de Montmeló são difíceis, o que inviabiliza voltas perfeitas. Ainda assim, o italiano celebrou o resultado, já que não conta com um histórico dos melhores no traçado, onde tem como melhor resultado um sexto lugar na MotoGP.

Francesco Bagnaia ficou pertinho do dono da casa (Foto: Divulgação/MotoGP)

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“Quando está assim quente e escorregadio, é difícil conseguir voltas perfeitas. Acho que isso não aconteceu com nenhum dos três, mas foi difícil fazer mais do que isso”, comentou Pecco à emissora italiana Sky Sports Italia. “Estou feliz pela classificação, mas, acima de tudo, pelo trabalho que estamos fazendo, pois estamos conseguindo transformar Barcelona em uma pista amigável em termos de performance, então estou feliz”, seguiu.

Apesar da boa forma de Aleix Espargaró e Aprilia ao longo de todo o fim de semana, Pecco se mostrou confiante em uma boa performance na corrida, especialmente por conta do ritmo que exibiu no TL4 com pneus usados.

“Sem sombra de dúvidas, ele foi muito rápido, mas é difícil entender os valores reais. Em termos de ritmo de corrida, ele é um pouco mais rápido do que eu, mas ele é melhor com o pneu novo”, ponderou. “Nós estamos fazendo um tipo de trabalho um pouco diferente, porque até mesmo no TL4, usamos um pneu traseiro médio muito usado. Fiz um total de 29 voltas, mais do que a distância da corrida, e o ritmo foi bastante constante, não muito distante de Aleix”, indicou.

“Certamente, melhoramos muito em termos de ritmo, especialmente no TL4, graças a uma pequena coisa que mudamos. Acho que Aleix, Fabio e eu somos os que temos um pouco mais de ritmo e amanhã será essencial entender a aderência da pista para não desgastar os pneus, além de fazer a escolha certa entre o médio e o duro”, avaliou.

Vencedor de duas das últimas três corridas da MotoGP, Pecco deixou claro que o cuidado com os pneus será vital para a corrida de domingo.

“Não sei como batê-lo [Aleix], mas acho que a chave será ser espero com o pneu traseiro toda a corrida”, avaliou. “É verdade que você pode ser rápido nas primeiras voltas, mas aí você tem de ser constante até o fim a corrida e se você forçar no início, não poderá ser constante até o final”, ponderou.

“Será uma corrida de sobrevivência, pois você tem de ser muito, muito espero na aceleração”, defendeu.

Depois de encerrar a sexta-feira decepcionado com a performance da YZR-M1, Fabio Quartararo saiu da classificação cheio de motivos para celebrar. Afinal, foi terceiro, só 0s217 mais lento que o tempo da pole-position.

Fabio Quartararo deu um bom salto de sexta para sábado (Foto: Divulgação/MotoGP)

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“Dada à situação de ontem, eu também teria aceitado uma segunda fila. Sexta-feira foi realmente um desastre para nós, especialmente na volta rápida, na qual não fizemos nada. Hoje, porém, fomos muito melhores já de manhã, tanto na volta quanto no ritmo”, comentou. “Mas rodar nesta tarde com 38°C foi muito difícil para mim. Tecnicamente, fizemos uma mudança importante no acerto, mas acho que, sobretudo, a pista melhorou”, frisou.

Sendo assim, ‘El Diablo’ não escondeu a confiança para a corrida e avaliou que pode brigar na ponta, mas, assim como os colegas de primeira fila, também alertou para as dificuldades das condições, especialmente depois da prova da Moto2, já que os pilotos tradicionalmente se queixam da interação entre os pneus Michelin com a borracha depositada pelos calçados Dunlop.

“Acho que temos o potencial e temos a velocidade. Não somos os únicos a ter a velocidade, mas sinto que também temos potencial”, opinou. “Todo mundo sabe que aqui o consume de pneu é critico, a aderência na traseira e, depois da Moto2, sabemos que sempre tem menos aderência, mas todo mundo está pronto para isso, então acho que todos têm uma ideia clara de como lidar com o pneu traseiro”, encerrou.

Após a classificação, o balanço técnico da própria fornecedora é de que a escolha de pneus ainda não estava fechada, já que as equipes precisavam analisar cuidadosamente todos os dados ao longo da noite. No caso da dianteira, os médios funcionam bem para todos os pilotos, oferecendo bom suporte e estabilidade. Aqueles mais agressivos, porém, podem até arriscar com o duro, mas terão de ter cuidado especial nas curvas para a esquerda.

Na traseira, a escolha é mais difícil. Os macios tem ótima aderência inicial, mas a tendência é que se movam mais, o que pode resultar em um desgaste excessivo. O médio mostrou um bom equilíbrio em termos de aderência e consistência, além de aquecer rápido. De acordo com a Michelin, o duro precisa de duas voltas para aquecer adequadamente, mas depois dá boa estabilidade e um grip muito similar ao médio.

Assim, acertar a escolha será chave, bem como preservar os calçados ao longo de todas as 24 voltas da corrida. Aleix Espargaró parte favorito, mas terá trabalho com Bagnaia e Quartararo para triunfar em casa.

A largada do GP da Catalunha de MotoGP, em Barcelona – nona etapa da temporada -, acontece neste domingo, às 9h (de Brasília). O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2022.

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