Álex Márquez deixou o alerta ligado para a Ducati nas próximas etapas da MotoGP. Depois de um fim de semana sofrível no GP da Áustria, o espanhol apontou os problemas da moto com a carcaça mais rígida do pneu traseiro e lembrou que a mesma especificação será utilizada na Indonésia, após a passagem da classe rainha pelo Japão.

O piloto da Gresini terminou a corrida sprint em quinto e foi o segundo melhor piloto da marca italiana, mas sofreu muito na corrida principal e, na metade da corrida, foi parar na brita na curva 2 abandonou o GP.

A largada do GP da Áustria da MotoGP (Vídeo: MotoGP)

Para o #73, a principal dificuldade voltou a ser a falta de aderência na traseira, problema que a Ducati já havia enfrentado na abertura da temporada, na Tailândia, com a mesma construção do composto.

“Sofrimento é a palavra do nosso fim de semana. Sofrimento e coisas difíceis de entender, mas a sensação é parecida com o que já tivemos no começo da temporada, na Tailândia”, começou.

Álex Márquez sofreu duas quedas durante o fim de semana: uma no treino e outra no GP (Foto: Reprodução)

“Temos os mesmos pneus, então parece que isso não está nos ajudando muito. Precisamos continuar trabalhando. Estamos encontrando algumas coisas passo a passo, mas não o suficiente para estar junto das Aprilia”, completou Álex Márquez.

Na avaliação do espanhol, a vantagem da Aprilia aparece justamente quando a carcaça mais rígida reduz o nível de aderência disponível. A moto de Noale consegue carregar mais velocidade nas curvas e, por isso, dependeria menos da tração traseira para gerar desempenho do que a Desmosedici GP26.

É justamente por isso que Álex já olha com preocupação para a Indonésia. Embora o circuito de Mandalika tenha características diferentes do Red Bull Ring, o pneu voltará a utilizar uma construção especial — o que pode recolocar a Ducati diante do mesmo problema.

Álex Márquez e Marco Bezzecchi (Foto: Michelin)

“Mais do que o circuito, acho que é sobre essa carcaça, sobre como eles [da Aprilia] colocam a potência e como transferem a potência para o pneu. Parece que talvez tenhamos uma moto mais ‘stop-and-go’ [freia e acelera], então dependemos mais de ter uma boa aderência traseira. Eles conseguem carregar mais velocidade no ápice e ser um pouco mais suaves no acelerador”, explicou.

“São motos diferentes, mas estamos tentando resolver esse problema porque teremos essa carcaça novamente, acho. A Indonésia é um pouco diferente, mas também tem uma carcaça especial”, concluiu.

A MotoGP volta a acelerar de 2 a 4 de outubro, em Motegi, para o GP do Japão, 16ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.

MotoGP hoje: quem vai ficar de fora do GP do Catar?

Yamaha

A Yamaha não vai participar do GP do Catar deste fim de semana. A equipe japonesa apontou para restrições de viagens impostas pela companhia para retirar não apenas a equipe de fábrica, mas também a Pramac da disputa em Lusail.

Assim, Fabio Quartararo, Álex Rins, Jack Miller e Augusto Fernández ― que é substituto do lesionado Toprak Razgatlioğlu ― estão fora desta antepenúltima etapa do campeonato.

Álex Márquez

O piloto da Gresini, que já tinha manifestado oposição à realização do GP do Catar por causa dos conflitos no Oriente Médio, passou por uma cirurgia na segunda-feira e não poderá correr. Álex removeu peças de cirurgias anteriores e aproveitou para tratar uma lesão no ombro.

Joan Mir

Depois de voltar a sentir durante o GP da Malásia os problemas que o afastaram da MotoGP por quatro etapas, Joan Mir vai ficar de fora do GP do Catar. O espanhol será substituído por Jake Dixon.