Álex Márquez terminou o GP dos Países Baixos de MotoGP em quinto, mas revelou que chegou a cogitar abandonar a prova. Porém, uma sequência de acontecimentos nas voltas finais mudou os planos e permitiu cruzar a linha de chegada em uma posição melhor do que imaginava.
O piloto da Gresini chegou à etapa de Assen com o objetivo de apenas completar o fim de semana, depois de desistir da participação no GP da Tchéquia logo após a classificação, ao tentar retornar das lesões sofridas na Catalunha.
Na sexta-feira (26), a situação se complicou ainda mais. Durante o treino, Álex sofreu uma queda na curva 4 e teve fortes escoriações, principalmente no braço esquerdo. Mesmo assim, terminou a corrida sprint em 13º lugar e, no domingo, apresentou um desempenho mais competitivo, permanecendo durante boa parte da prova atrás do grupo formado por Pedro Acosta, Marc Márquez e Francesco Bagnaia.
Com os abandonos de Acosta e Bagnaia, o #73 entrou na disputa direta com Marc Márquez e Fabio Di Giannantonio. Uma tentativa de ultrapassagem mal calculada de Di Giannantonio sobre Marc na chicane final acabou beneficiando Álex, que ganhou duas posições. Embora o piloto da VR46 recuperasse uma delas nas voltas finais, esse ganho acabou sendo decisivo para que o catalão seguisse até a bandeirada.

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“A primeira coisa é que terminei a corrida, e esse também era o primeiro objetivo: terminar a corrida e completar as 26 voltas, o que foi bastante difícil para mim”, começou.
“Eu não esperava completar as 26 voltas. Pensei: ‘Talvez eu consiga fazer mais do que uma sprint e, dependendo da posição, eu pare’. Mas depois comecei a me sentir melhor. Tentei sobreviver durante toda a corrida, procurando não superaquecer o pneu traseiro macio e administrando bastante.”
“O vácuo de todo aquele grupo à frente ajudou muito a não superaquecer o pneu traseiro e a manter a calma. Mais tarde, tive muita sorte porque alguns pilotos caíram ou enfrentaram problemas técnicos, e recuperei muitas posições. O ritmo e tudo mais foram muito melhores do que esperávamos”, celebrou.
Alex também explicou que a prova ficou mais complicada quando Di Giannantonio e Marc Márquez deixaram de estar à frente, já que perdeu a referência visual utilizada durante praticamente toda a corrida.
“Isso não me ajudou porque eu estava muito confortável andando atrás daquele grupo. Depois que fiquei sozinho de novo, pensei: ‘Onde estão as referências? Não consegui preservar mais o pneu traseiro nem aproveitar o vácuo na parte mais rápida da pista.”
“De qualquer forma, consegui terminar. Não consegui me defender do Diggia na última volta porque estava esgotado fisicamente, mas tudo bem”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 10 a 12 de julho, com o GP da Alemanha, em Sachsenring, para a 11ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.
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