Álex Márquez revelou que precisou assistir ao vídeo da forte queda que sofreu no GP da Catalunha para entender completamente as circunstâncias do acidente. O #73 contou, ainda, que retornou ao hospital após receber alta por causa da dor que sentia.

O caçula dos irmãos Márquez está em recuperação do grave acidente que sofreu no GP da Catalunha, quando caiu após atingir a traseira de Pedro Acosta na esteira de uma quebra da KTM. No lance, Álex fraturou a clavícula direita, além de ter fraturado a vértebra cervical C7.

Nesta quarta-feira (27), o espanhol de Cervera divulgou um vídeo no canal do YouTube relembrando o fim de semana na Catalunha. Ainda usando imobilização no pescoço, Álex avaliou que o fim de semana “não foi usual”.

“Estou meio duro”, começa Álex em tom de brincadeira. “Bom, tem fins de semana que não ficam apenas por causa do resultado. Barcelona foi muito especial para todas as pessoas pela maneira como o fim de semana correu, mas, especialmente, pela forma como terminou. Não foi um fim de semana usual ou normal”, seguiu.

Álex Márquez precisou operar clavícula na primeira noite internado (Foto: Reprodução/X)

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O irmão de Marc segue lembrando o trabalho feito na sexta-feira, quando coletou informações o bastante para ter uma boa classificação, mas recorda que, mesmo com a vitória, não ficou integralmente feliz com a sprint.

“Foi uma sexta-feira para entender muitas coisas, mas soubemos trabalhar, ouvir a moto junto com a equipe e, de alguma maneira, conseguimos sofrer, mas tirar muito bom proveito para o sábado, tendo muita informação, e trabalhar em outras áreas. Foi uma sexta muito produtiva”, comentou. “No sábado, eu tinha uma espinha atravessada por ter caído no ano passado quando estava em primeiro e faltavam três voltas. De manhã, nós conseguimos fazer uma boa classificação. Largamos em terceiro e a sprint foi uma corrida em que você pode pensar, mas não executar, mas nós precisávamos executar”, continuou.

“E acho que saiu tudo muito perfeitamente. Sofremos com os nossos problemas, já que ainda não tínhamos encontrado uma maneira de fluir, mas que estávamos muito perto e conseguimos os 12 pontos disponíveis”, avaliou. “Uma vitória na sprint, como costumo dizer, não gosto de comemorar, pois no sábado é uma sensação estranha. Você está focado. Foi uma sprint que eu venci, mas não tive as melhores sensações. Então estava no parque fechado já pensando o que poderíamos fazer e como poderíamos melhorar para o domingo. É um momento de felicidade, mas também de tensão, então você precisa controlar isso muito bem para manter a tranquilidade”, explicou.

“Como disse, não terminei o sábado de todo satisfeito, por causa das sensações. Testamos uma coisa no warm-up, mas a verdade é que, com 24 voltas, você tem sempre, não medo, pois não é medo, mas um respeito de como o pneu vai desgastar, como isso, como aquilo… É uma corrida de muita gestão e você não pode dar nada por garantido”, ressaltou.

Depois, Álex passa a comentar o momento em que chegou ao hospital e passou a tentar lembrar o que tinha acontecido na pista.

“Quando cheguei ao hospital, acho que era 15h30 mais ou menos, quando começo a lembrar 100% de tudo. Pedi para ver a queda, porque eu mais ou menos tinha flashes, mas não recordava 100%. Pedi para ver para saber como tinha sido”, revelou. “Naquele momento, de verdade, percebi a sorte que tinha tido de evitar o muro do lado direito, a maneira como entrei ali, a forma como caí. De alguma maneira, fiquei consciente da sorte que tive”, admitiu.

“Passado o domingo, quando fui operado mais ou menos 21h, 20h30, me senti bem. Naquela noite, fiquei na UTI por precaução, para que nada fugisse do controle. Me deram alta na segunda de manhã e viajei para Madri. Cheguei em casa e ainda estava mal, com dor. Os medicamentos tinham diminuído, o que aumenta muito a dor. Decidi passar mais duas noites no Ruber Internacional”, contou, se referindo ao hospital local.

O #73 explicou que, diferente de outras lesões, desta vez a preocupação imediata não é quando voltar à pista, mas como voltar.

“Não é uma lesão como, por exemplo, a do dedo no ano passado, onde você cai e automaticamente pensa em se recuperar. É uma lesão ou uma queda onde o impacto é tão grande que você demora um pouco para voltar a aterrissar. É um processo de uma semana mais ou menos para que o corpo volte a normalidade, com muitas dores, mas hoje já estou focado em voltar”, apontou. “Não é quando, mas como. É estar 100% preparado. É voltar e saber que não tenho nenhuma lesão, que posso dar 100% na pista. É nisso que estou focando”, garantiu.

Por fim, o titular da Gresini voltou a agradecer as mensagens de carinho que recebeu desde o acidente.

“Quero agradecer a todos pelas mensagens de apoio. Não pude responder a todos, é impossível, mas senti todo o carinho de vocês”, encerrou.

A MotoGP retorna entre os dias 29 e 31 de maio, para o GP da Itália, direto de Mugello, na sétima etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.

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