A Honda chega ao GP do Japão apresentando elementos importantes do adeus a 2026 e de boas-vindas ao projeto de 2027, mas ainda sem revelar oficialmente a formação de pilotos para a próxima temporada. Ou seja, a situação de Diogo Moreira, mesmo em meio à miríade de anúncios, ainda está pendente.

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A movimentação ganhou força nesta quinta-feira (1º), quando a fabricante confirmou o retorno da Red Bull à equipe oficial e apresentou uma pintura especial para a RC213V em Motegi. As duas iniciativas estão ligadas à transição para a nova era da MotoGP, que terá motos de 850 cc a partir de 2027.

No mercado de pilotos, porém, a situação permanece aberta. Moreira é um dos nomes envolvidos na definição das vagas da Honda, ao lado de David Alonso, com a distribuição entre a equipe oficial e a LCR ainda aguardando confirmação. Fabio Quartararo é o titular definido.

Diogo Moreira aguarda definição para 2027 (Foto: AFP)

Red Bull retorna à Honda em 2027

A Honda anunciou um acordo plurianual com a Red Bull para a equipe oficial a partir da temporada de 2027.

A parceria marca o retorno da marca austríaca à estrutura de fábrica da Honda após uma colaboração iniciada em 2015 e encerrada ao fim de 2023. Segundo a fabricante, o período anterior teve 45 vitórias e mais de 90 pódios.

A Red Bull terá presença na nova moto, nas instalações da equipe e nos equipamentos dos pilotos. O acordo também acompanha a entrada do novo regulamento técnico, com motores de 850 cc.

A confirmação adiciona uma definição importante ao projeto de 2027, mas não envolve diretamente a escolha dos pilotos.

A nova pintura da RC213V (Foto: Honda)

RC213V faz despedida em Motegi

A Honda também apresentou uma pintura especial para o GP do Japão. O desenho é inspirado na RC181 de 1966, modelo utilizado pela marca na categoria de 500 cc.

A ação integra a campanha pelos 60 anos da Honda na classe principal e marca a despedida da RC213V da corrida frente ao público de casa. A atual geração das motos de 1.000 cc será substituída em 2027 pelas novas motos de 850 cc.

Assim, Motegi reúne dois momentos diferentes do projeto Honda: a despedida da moto atual e a preparação para a próxima geração.

E onde entra Diogo Moreira?

A definição do brasileiro ocorre em cenário diferente. Moreira afirmou anteriormente que já sabia onde correria em 2027 e esperava que a Honda oficializasse a decisão no Japão. A fabricante, porém, ainda não anunciou publicamente a distribuição das vagas entre a equipe oficial e a LCR.

O outro nome envolvido nessa definição é David Alonso, mais um jovem piloto sob contrato. Moreira também ganhou exposição dentro do projeto técnico ao participar pela Honda e liderar teste organizado pela Pirelli com a nova moto de 850 cc na Áustria. O resultado reforçou presença no desenvolvimento do próximo modelo, mas não confirma qual equipe defenderá em 2027.

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Fabio Quartararo é a certeza da Honda em 2027 (Foto: Yamaha)

Honda avança, mas pilotos ainda são ponto pendente

As duas ações apresentadas em Motegi ajudam a dimensionar o estágio atual do projeto: despedida do presente e aceno ao futuro. A Honda já confirmou uma parceria comercial para 2027, enquanto prepara a transição para as motos de 850 cc.

No mercado de pilotos, entretanto, ainda falta o anúncio oficial sobre a posição de Moreira e Alonso: que será companheiro de Quartararo e quem fica na LCR?

É esse contraste que coloca o GP do Japão no centro da situação: a Honda começou a revelar como será seu projeto de 2027, mas ainda não informou oficialmente onde Diogo Moreira estará dentro dele. Ao menos neste primeiro dia.

GP do Japão de MotoGP: veja os horários no Brasil e em Portugal

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