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Rins pede mais potência, mas elogia moto V4 da Yamaha: “Tem muitas coisas positivas”
MotoGP

Rins pede mais potência, mas elogia moto V4 da Yamaha: “Tem muitas coisas positivas”

Diferente de Fabio Quartararo, que se mostrou decepcionado com a nova YZR-M1, Álex Rins apontou aspectos positivos da nova moto, mas ponderou que a V4 ainda precisa de mais potência

Juliana Tesser

Publicado em

Álex Rins saiu satisfeito do teste de Misano. Mesmo reconhecendo a versão V4 da YZR-M1 ainda precisa de mais potência, o espanhol listou aspectos positivos da nova moto e considerou que a Yamaha está na direção certa.

A fábrica dos três diapasões é a única entre as cinco construtoras do grid atual da MotoGP que utiliza motores de quatro cilindros em linha. Em meio a uma crise de performance, a Yamaha optou por desenvolver um V4 e agora analisa a nova moto para decidir com qual versão correr no próximo ano.

A moto V4 estreou em público no GP de San Marino e da Riviera de Rimini e, pouco depois, Fabio Quartararo e Rins testaram o protótipo em uma sessão aberta pela primeira vez ― antes, os dois tinham provado a V4 em um teste privado, em Barcelona.

Há muito tempo, os pilotos da Yamaha reclamam por não conseguirem utilizar o pneu traseiro para parar a moto, mas Rins já sentiu melhora nesse aspecto com a nova versão da YZR-M1.

Álex Rins apontou ganhos com a nova moto da Yamaha (Foto: Yamaha)

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“Estou bem feliz com o funcionamento da moto. Realmente tem muitas coisas positivas”, disse Rins. “Em comparação com o quarto em linha, ainda tem muita margem de melhora, mas me senti bem na freada”, apontou.

“Com o V4, consegui reduzir a velocidade de uma maneira melhora, ficar mais inclinado, entrar na curva mais rápido”, listou. “Podemos usar a traseira de uma maneira melhor, mais constante e mais previsível”, continuou.

A dianteira, porém, é uma das melhores características do protótipo atual, mas Álex também saiu satisfeito com a versão V4.

“Eu me senti bem confortável com a dianteira. Nas freadas das curvas 1, 4 e 8, eu estava freando melhor do que com a minha moto atual”, revelou.

Ainda, Rins explicou o ganho da novo moto em termos de tração recorrente, um ponto negativo da versão com motor de quatro cilindros em linha.

“Senti melhor aderência, a forma como você recebe a potência é realmente diferente. Queria mais, mas estamos em um bom caminho”, avaliou.

Durante o dia de testes em Misano, Rins cravou 1min31s571 rodando com a moto atual, mas foi 0s530 mais lento com a versão em desenvolvimento.

“Estamos bem satisfeitos em termos de tempo de volta, mas tiveram muitas coisas positivas com a V4”, comemorou.

Diferente de Fabio Quartararo, que tem o primeiro contato com um motor V4, já que sempre correu com a Yamaha, Rins já tinha experiência anterior com essa configuração de motor, uma vez que correu com a Honda após sair da Suzuki ― a única fábrica que acompanha a montadora de Iwata com motor de quatro cilindros em linha.

Rins, entretanto, não conseguiu fazer uma comparação entre o V4 da M1 e aquela da RC213V.

“Como piloto, é muito difícil comparar motos, por causa dos pneus, do clima, de muitas coisas”, justificou. “Posso dizer que a forma como o motor acelera é muito similar à moto que guiei [antes]”, seguiu.

Mesmo satisfeito, o #42 espera mudanças significativas na moto quando voltar a testá-la, apenas no teste pós-temporada de Valência. Antes, a V4 fará outros dois wild-cards com Augusto Fernández, primeiro na Malásia e, depois, no GP da Comunidade Valenciana.

“Com certeza, é muito cedo para ter a moto final. Tenho certeza de que na próxima vez que subir nela, talvez depois do teste de Valência, muitas coisas vão mudar”, previu.

Álex apontou a velocidade como um ponto a ser melhorado. Durante o GP de San Marino e da Riviera de Rimini, Fernández chegou a 293,4km/h, 12,5 km/h mais lento do que Marco Bezzecchi, que liderou o Speed Trap com 305,9 km/h.

“No momento, sinto falta de um pouco de potência. Como dá para ver na TV, foi de 3 a 4 km/h mais lenta do que a nossa moto atual, então precisamos melhorar nessa área”, ponderou. “Se melhorarmos a velocidade máxima, daremos um grande passo à frente, pois a aceleração da moto não foi ruim, fiquei bem impressionado”, acrescentou.

“Mas assim que levantávamos a moto e trocávamos a marcha, a moto não era potente o bastante”, explicou,

Oficialmente, a Yamaha não confirmou a adoção do V4 em 2026, mas tudo indica para esta direção. Quartararo, por exemplo, tem dado a troca como certa.

“Talvez eles ainda não tenham confirmado que será a moto do próximo ano, mas foi bem ótimo hoje”, encerrou.

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