Alexandre Barros acredita que Diogo Moreira é o favorito ao título da Moto2 em 2025. Na visão do ex-piloto, o #10 da Italtrans está “mais preparado” para a conquista do que Manuel González.

Moreira chega à reta final da temporada com só dois pontos de atraso para o rival da IntactGP. Com 75 pontos ainda em jogo, a liderança do Mundial de Pilotos pode mudar de mãos já neste fim de semana, no GP da Malásia.

Em entrevista ao GRANDE PRÊMIO antes do GP da Austrália, Barros avaliou que Moreira vive uma fase melhor do que a adversário espanhol.

“O título está mais para ele do que para o González, em minha opinião”, disse Barros. “Ele está melhor. Está mais bem preparado”, comentou.

LEIA TAMBÉM
🏍️ De pupilo a sucessor: Moreira chega à MotoGP 19 anos após aposentadoria de Barros
🏍️ Moreira é apenas 5º brasileiro a chegar à classe principal do Mundial de Motovelocidade
🏍️ Do motocross no Brasil ao topo da motovelocidade: quem é Diogo Moreira?
🏍️ Da forte ligação com Honda à 1ª casa de Stoner: 5 fatos da LCR de Moreira na MotoGP
🏍️ Recordista de vitórias e em busca de reação: quem é a Honda que contratou Moreira?
🏍️ Do choro no aeroporto ao orgulho desmedido: família celebra salto de Moreira para MotoGP
🏍️ CBM vê em salto de Moreira à MotoGP chance de desenvolver esporte: “Olhar vai mudar”
🏍️ Barros destaca “caminho longo” e celebra Moreira na MotoGP: “É muito merecido”

Diogo Moreira começou na motovelocidade com Alexandre Barros (Foto: Reprodução)

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

Barros lembrou a desclassificação de González no GP da Indonésia e sugeriu que o problema possa não ter sido acidental. A IntactGP afirma que foi uma falha na atualização do firmware que fez Manu correr com um software não homologado em Mandalika.

“Teve o problema técnico do González, que eu sugeri antes de começar os treinos ontem [na sexta-feira do GP da Austrália], que eu acho que a informação da equipe — que é de que teve um problema na hora de baixar o software do González, de que a atualização não baixou —, que isso é conversa. Não é a realidade”, falou Alex. “É o que eu acho, posso estar errado. Olhando na parte prática, o González foi mal em Motegi, que é onde foi colocado esse software atualizado, e o final de semana inteiro dele foi ruim. Não foi competitivo. Aí, quando eles foram para a Indonésia, eles tinham problema e voltaram para o software anterior e aí deu resultado. O Diogo estava andando bem e eles estavam preocupados com o campeonato”, seguiu.

“O piloto pode até ser que não saiba, pode até ser, pode, mas eu acho que tudo que está indicando é que parece que foi uma coisa proposital, feita. E é lógico que a equipe não vai assumir isso. Porque é um problema absurdo, muito absurdo, uma equipe baixar e não baixar um software. Isso é um erro muito grotesco para o nível do campeonato. É difícil de acreditar”, ponderou. “Eu acho que a tese que eu estou pensando tem coerência. Estou me baseando em fatos, não é achismo. Pelos resultados, pelo que me parece. Do que eu conheço do mundo. E é difícil as pessoas quererem burlar regulamento, não é normal isso. É mais normal em campeonatos nacionais. O pessoal dar uma de esperto, querer fazer alguma lambança, não seguir o regulamento. Hoje em dia é muito difícil isso acontecer. É raro. Mas eu acho que o pessoal apelou. Apelou, porque se viu numa crise, final de título”, acrescentou.

Na visão de Barros, a desclassificação foi determinante para González na luta pelo título. O brasileiro, aliás, crê que foi em Mandalika que o espanhol perdeu o campeonato.

“Para mim, isso custou o título dele. Essa desclassificação na corrida passada [na Indonésia], para mim, custou [o título]”, avaliou.

Alex destacou, também, que Moreira faz uma segunda metade de temporada melhor. Antes das férias, González fez 60 pontos a mais do que o #10 em 12 etapas. Até aqui, porém, Diogo já fez 58 mais em só sete paradas.

“O Diogo vem numa fase muito melhor como piloto da metade do campeonato para a frente do que o González. O [Manuel] Pecino até lembrou bem, a última vitória do González foi em Mugello. É diferente”, sublinhou Barros ao GP. “O González começou bem, e o Diogo, não que não começou bem, ele começou bem, mas não no nível de ganhar corrida. E o Diogo foi crescendo no campeonato. Foi se estabilizando mais e está muito mais rápido agora. Se você olhar para a parte final do campeonato, a diferença de pontos, eu dia que está uns 70% pro Diogo e 30% pro González. Isso antes de começar a Austrália. Pois agora aumenta, né?”, calculou.

“Você vê claramente que ele está com dificuldades. Eu acho que o título está muito mais para o Diogo — olhando friamente. Lógico, depois vem a torcida, mas, olhando friamente, na parte técnica, sem puxar torcida para ninguém, essa é a análise que eu tenho. O título está muito mais na mão dele. Me surpreenderia se ele não conseguisse. Seria uma surpresa para mim”, concluiu.

MotoGP volta a acelerar entre os dias 24 a 26 de outubro com o GP da Malásia, direto de Sepang, 20ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.