O sábado (30) foi diferente do dia anterior em Mugello. Se as primeiras atividades viram a Ducati dominar a dar as cartas, hoje a situação foi completamente diferente. Como se antes estivesse escondendo o jogo, a Aprilia colocou todas as armas em ação, garantiu pole-position, bateu recordes, primeira fila completa no grid e até uma dobradinha na corrida sprint. Nada como um dia após o outro.
A pista italiana viu somente a Ducati dominar o primeiro dia de treinos, com Fabio Di Giannantonio liderando as duas sessões. Na atividade que garantia vaga direta ao Q2 da classificação, a montadora colocou cinco pilotos nas seis primeiras posições, sendo interrompida apenas por um intruso e surpreendente Enea Bastianini, com a KTM da Tech3.
A Aprilia, por outro lado, só tinha garantido top-10 com os pilotos de fábrica, nos modestos sétimo e oitavo lugares. Raúl Fernández precisou avançar pelo Q1. No fim, o trio dominou a classificação e garantiu 1-2-3 no grid, com pole de Marco Bezzecchi, nem dando chances para a fabricante rival, como se estivesse finalmente colocando as garras de fora.
E o resultado vem em boa hora para a fábrica de Noale. Melhor moto do grid, a RS-GP foi completamente ofuscada pelas rivais Ducati e KTM na última etapa, na Catalunha. Nenhum piloto da Aprilia chegou perto de sonhar com a vitória, sendo que os concorrentes ao título nem foram notados. Quer dizer, Jorge Martín foi destaque pelas quedas e Bezzecchi pelas reclamações sinceras após a corrida.

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Então, nada melhor do que reagir em casa, diante da torcida italiana que novamente lotou Mugello. E só não foi melhor porque Di Giannantonio se intrometeu na brincadeira e ficou em terceiro, à frente de Bezzecchi, que novamente largou muito mal. Mesmo assim, pouco importa, o golpe foi duro e muito bem dado na Ducati, que esperava uma sorte melhor enquanto ainda busca reação no campeonato.
“Me sinto muito contente, não tenho palavras para descrever. Desde Jerez, temos feito um grande trabalho, me sentia confortável com a moto. Amanhã será uma prova dura, pois nas voltas finais o pneu dianteiro, do lado direito, vibrava muito. Gerir esse composto por mais 12 voltas será bem difícil”, disse Raúl Fernández após a corrida sprint.
E o golpe foi sentido na Ducati. Di Giannantonio, que vinha dominante, foi só terceiro e não saiu muito confiante para o domingo, apesar do bom resultado.
“Estou contente, o terceiro pódio é fantástico. Fizemos uma primeira volta limpa, agressiva e conseguimos o pódio muito importante em casa. Este ano, não podemos descartar a Aprilia. Martín está em ótima forma, o Fernández está pilotando muito bem e o Bezzecchi… vimos na pole que fez. Assim, acho que não podemos descarta-los. Vamos tentar melhorar e jogar nossas cartas”, afirmou.
A MotoGP volta à pista neste domingo (31), a partir das 9h (de Brasília), para o GP da Itália, sétima etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.
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