Francesco Bagnaia encontrou motivos para enxergar o sétimo lugar no GP da Áustria com algum otimismo. Embora tenha voltado a terminar longe do pódio, o italiano afirmou que, pela primeira vez na temporada, conseguiu permanecer próximo das demais Ducati durante a corrida.
Bagnaia largou em sétimo e encerrou a prova na mesma posição, mesmo que tenha se mostrado competitivo em alguns momentos e chegou a andar perto do companheiro Marc Márquez. O representante da Ducati terminou 9s686 atrás de Pedro Acosta, que superou a queda na sprint e conquistou a primeira vitória na MotoGP.
O bicampeão explicou que enfrentou um problema nos freios, assim como Marc Márquez. Bagnaia, contudo, conseguiu administrar a falha e completar as 28 voltas no Red Bull Ring.
“No fim, consegui chegar à bandeirada. Infelizmente, tive um pequeno problema nos freios, mas consegui administrar a situação”, afirmou Bagnaia. “Isso aconteceu também graças à cirurgia que fiz há um mês. Nunca encontrei aderência e tive dificuldade para fazer a moto virar, porque ela não desacelerava da maneira que eu queria. Também estava com problemas nas entradas das curvas”, explicou.

Apesar das limitações, Bagnaia identificou uma evolução importante em relação às etapas anteriores. O italiano vinha destacando uma grande diferença entre o comportamento de sua GP26 e o das outras motos da Ducati, algo que não percebeu com a mesma intensidade na Áustria.
“Pela primeira vez, consegui permanecer próximo das outras Ducati”, destacou.
Bagnaia disse que realizou uma boa largada e tentou manter um ritmo constante mesmo quando começou a perder posições. Segundo o #63, atacar além do limite disponível poderia resultar em mais um abandono.
“Larguei bem e depois tentei aumentar o ritmo para manter a consistência quando vários pilotos começaram a me ultrapassar. Acho que foi uma boa estratégia porque aquilo era tudo o que eu tinha. Mesmo assim, consegui permanecer próximo dos outros pilotos. Esta pista realmente exige muito dos freios, e eu senti isso claramente”, reconheceu.

A Ducati acumulou nove vitórias consecutivas na Áustria entre 2016 e 2025, mas não conseguiu brigar nas primeiras posições este ano. Marc Márquez foi o melhor representante da fabricante ao terminar em quinto, enquanto Bagnaia, Fermín Aldeguer e Fabio Di Giannantonio ocuparam da sétima à nona posições. Álex Márquez, por exemplo, sequer completou a prova.
“Na verdade, foi uma corrida bastante lenta. Perdemos muito do potencial que tínhamos nesta pista, e é uma pena”, avaliou Bagnaia. “Os pneus permaneceram os mesmos de sempre. É lamentável que não tenhamos conseguido aproveitar a força que tínhamos aqui”, acrescentou.
Bagnaia ainda comentou a disputa com Márquez, que terminou duas posições à frente. O italiano afirmou que tentou acompanhar o companheiro, mas percebeu que o espanhol possuía mais ritmo.
“Eu tentei, mas ele tinha um pouco mais. O importante é permanecer o mais à frente possível, mas também terminar a corrida”, ressaltou. “Se preciso dar 100%, eu dou. Mas, nas situações em que pude evitar riscos, fiz isso”, explicou.
A MotoGP volta a acelerar de 2 a 4 de outubro, em Motegi, para o GP do Japão, 16ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.
MotoGP hoje: perguntas frequentes
Quem lidera o Mundial de MotoGP 2026?
Jorge Martín lidera o campeonato com 306 pontos. Marc Márquez ocupa a segunda posição, com 294, enquanto Marco Bezzecchi aparece em terceiro, com 264.
Quando será a próxima corrida da MotoGP?
A próxima etapa será o GP do Japão, disputado entre 2 e 4 de outubro de 2026 no circuito de Motegi.
Onde assistir à MotoGP no Brasil?
A temporada da MotoGP é transmitida no Brasil pelos canais ESPN e pela plataforma de streaming Disney+.