Presidente da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo), Gustavo Jacob acredita que a ida de Diogo Moreira para a MotoGP pode ter um efeito transformador no esporte. Na visão do dirigente, a presença do hoje vice-líder da Moto2 na classe rainha em 2026 vai fazer com que as pessoas enxerguem o esporte de forma diferente.

Na terça-feira (14), depois de semanas de expectativa, a Honda anunciou o salto de Diogo para a MotoGP no próximo ano com a LCR. O #10 será o primeiro brasileiro na categoria desde a aposentadoria de Alex Barros, em 2007.

Em entrevista ao GRANDE PRÊMIO, o mandatário da entidade considerou que é até difícil mensurar o efeito que a presença de Moreira na MotoGP pode ter no esporte nacional.

“Tem 19 anos que a gente não tinha um piloto na categoria principal, né? É difícil até de mensurar o que isso vai trazer. Com certeza, só coisas boas, positivas, porque vão enxergar o nosso esporte de uma forma diferente”, avaliou Jacob. “Ele começou no motocross aqui no Brasil, depois foi para a Talent Cup lá na Espanha, mas, enfim, sempre com o coração aqui. Tive oportunidade de conhecer ele, o pai dele, nos encontramos várias vezes, são pessoas do bem, que merecem esse sucesso todo”, seguiu.

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Presidente da CBM, Gustavo Jacob acredita em impacto positivo da presença de Diogo Moreira na MotoGP no esporte nacional (Foto: Reprodução)

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“E eu acredito que os olhos vão mudar, vão enxergar a gente de uma maneira diferente”, apostou.

Jacob traçou um paralelo com a chegada de Gabriel Bortoleto à F1. Este ano, o titular da Sauber encerrou um jejum de sete anos, já que Felipe Massa se aposentou da categoria em 2017.

“Guardadas as proporções, é a mesma coisa de o Bortoleto ter voltado a colocar um piloto brasileiro na Fórmula 1 de novo depois de tantos anos. Então acho que é imensurável o que pode trazer para a gente, mas, com certeza, só coisas boas” , opinou.

Ainda, o presidente da CBM lembrou que a volta de um brasileiro ao grid acontece no mesmo momento em que a MotoGP retorna ao Brasil, já que Goiânia vai receber a segunda etapa do Mundial em 2026.

“Além do mais, você imagina, a gente no ano que vem com MotoGP aqui no Brasil e com um piloto brasileiro na categoria principal? Vai ser uma loucura”, comentou. “Temos de aproveitar ao máximo esse momento. Guardadas, também, as devidas proporções, a gente tem de aproveitar quando a gente tem ídolos. E o esporte é carente de ídolos. O nosso esporte é carente de ídolos a nível mundial, então a gente tem de aproveitar para trazer mais, não só investimentos, mas trazer mais praticantes, trazer mais condição para o pessoal poder desenvolver o esporte aqui no Brasil aproveitando isso, a figura de um ídolo mundial”, defendeu.

Por fim, ao ser questionado se a presença de Moreira na MotoGP pode aumentar o número de patrocinadores no esporte nacional, Jacob respondeu: “Eu entendo que sim. Por exemplo, ele está indo para uma equipe Honda. Honda satélite, mas uma equipe Honda. Então a própria Honda deve enxergar o esporte de uma maneira diferente. E não só ela, como outros patrocinadores. Tenho certeza de que os olhares vão mudar para os nossos campeonatos. Fatalmente”.

MotoGP volta a acelerar entre os dias 17 a 19 de outubro com o GP da Austrália, direto de Phillip Island, 19ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.