Davide Brivio defendeu que a MotoGP amplie a presença em grandes centros urbanos e utilize Adelaide como exemplo para aproximar a categoria do público. Chefe da Trackhouse, o italiano se mostrou empolgado com o projeto australiano e citou Fórmula 1 e Fórmula E como referências, mas ressaltou que a segurança dos pilotos precisa continuar como prioridade.

Em entrevista à versão inglesa do site Motorsport, Brivio afirmou que não vê motivos para preocupação com a chegada da MotoGP a Adelaide e avaliou que a realização de corridas de rua pode representar um caminho importante para ampliar o alcance da categoria. O dirigente também reconheceu que os projetos precisam atender a padrões rigorosos de segurança.

“Não estou preocupado com Adelaide. Pelo contrário, isso me empolga muito. Acho que esse é o caminho a seguir. Gostaria de ver mais circuitos assim, obviamente com as medidas de segurança adequadas. Quanto a isso, acredito que os organizadores e os responsáveis pela segurança sabem como uma pista deve ser. De qualquer forma, penso que esse é o caminho certo”, afirmou.

Para o chefe da Trackhouse, a presença da MotoGP em regiões mais afastadas pode limitar o contato da categoria com o público. Por isso, o italiano defendeu uma aproximação maior com as cidades, seguindo uma tendência observada em outras modalidades do automobilismo e também em grandes esportes.

“Às vezes, corremos em áreas um pouco isoladas, de acesso difícil. Por outro lado, levar a MotoGP para dentro das cidades, como a F1 está fazendo com Miami, Las Vegas, Madri, é também o que fazem os maiores esportes: estádios e arenas cobertas ficam nas cidades ou muito perto delas. É lá que as pessoas estão”, ressaltou.

Adelaide é a grande novidade do calendário 2027 da MotoGP (Foto: Divulgación)

Brivio reconheceu, porém, que a MotoGP enfrenta dificuldades maiores do que a Fórmula 1 e a Fórmula E para levar corridas diretamente aos centros urbanos. A velocidade das motos e as características dos circuitos exigem áreas de escape e estruturas de proteção específicas.

“Nosso esporte é mais complexo, e não dá para construir pistas dentro das cidades. Mas acho possível criar circuitos de rua com medidas de segurança, e espero que o exemplo de Adelaide também possa ser seguido por outras cidades”, explicou.

Apesar da empolgação com o conceito, Brivio não defendeu uma mudança radical no calendário, pois o dirigente considera que algumas etapas urbanas seriam suficientes para ampliar a conexão da MotoGP com o público sem transformar completamente a identidade da categoria.

“Não faria 22 corridas em cidades, mas duas, três, quatro ou cinco seriam interessantes e legais. Esse seria o caminho a seguir, algo que invejamos na Fórmula E, pois eles correm justamente dentro das cidades, no meio do público. Estou animado e curioso com isso”, concluiu.

MotoGP volta a acelerar entre os dias 28 a 30 de agosto para o GP de Aragão, 13ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.

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