Jorge Martín faturou o título mundial de 2024 pela Ducati e agora briga novamente pelo campeonato, desta vez com a Aprilia. O espanhol se tornou peça importante do projeto de Noale, que transformou a RS-GP em uma moto equilibrada e competitiva em diferentes traçados do calendário. Diante do novo grid da categoria em 2027, Martín pode levar o número #1 para a Yamaha e iniciar a nova era da MotoGP como atual campeão mundial.

Para isso, porém, terá de superar a acirrada disputa contra Marc Márquez e Marco Bezzecchi nas sete etapas restantes da temporada e conquistar o segundo título da carreira na classe rainha.

O dono da moto #89 lidera o Mundial de Pilotos com 306 pontos, 12 a mais que Marc Márquez e 42 à frente de Marco Bezzecchi neste momento. Martín mostrou competitividade depois de se recuperar de um longo período de lesões e renasceu a partir do GP do Brasil, em Goiânia, mas tem pela frente uma intensa disputa contra os dois adversários, sobretudo o #93 da Ducati.

Martín não construiu a vantagem apenas com velocidade. O espanhol também mostrou regularidade e maturidade para administrar a liderança e evitar riscos nas etapas em que claramente tinha menos ritmo que os rivais. O problema para ele é que Marc Márquez, atual proprietário do #1, engatou uma reação surpreendente a partir do GP da Hungria e voltou a colocar pressão sobre o líder na reta final do campeonato.

Jorge Martín e Marc Márquez (Foto: AFP)

A perna asiática, que começa neste fim de semana em Motegi e passa por Indonésia e Malásia — além da última corrida da classe em Phillip Island — será decisiva para encaminhar a disputa pelo campeonato antes do retorno à Europa. Ainda há, porém, a possibilidade de realização do GP do Catar para temperar ainda mais a disputa.

Jorge costuma ser competitivo na rodada asiática e tem tudo para protagonizar um duelo intenso contra Marc Márquez, que tradicionalmente também apresenta ritmo muito forte, sobretudo no Japão e na Austrália. Os pontos fracos do #93, porém, são Mandalika e Portimão, etapas que também serão importantes para a fase decisiva do campeonato.

Do lado da Aprilia, o CEO da equipe, Massimo Rivola, já deixou claro que não haverá prioridade para nenhum dos dois pilotos enquanto ambos tiverem chances matemáticas de título. Bezzecchi se recuperou das quedas e lesões sofridas recentemente e ainda aparece na disputa, mas, hoje, Martín é quem está em melhor posição para sustentar o duelo pelo campeonato contra a Ducati.

Massimo Rivola e Jorge Martín (Foto: Aprilia)

Quem pode sair beneficiada disso tudo é a Yamaha. A casa de Iwata iniciou um projeto do zero em 2026 ao trocar o motor de quatro cilindros em linha pelo V4 e deve entrar na nova era da MotoGP ainda tentando alcançar os rivais em termos de competitividade. Terá, porém, uma dupla de respeito para liderar o projeto: Martín e Ai Ogura.

Caso Martín conquiste o título, poderá levar o #1 para a Yamaha e fará o número de campeão voltar à marca japonesa depois de 16 anos. O último a fazer isso foi Jorge Lorenzo, em 2011, quando levou para a temporada seguinte o número de campeão após conquistar o Mundial de 2010 e trocar o tradicional #99 pelo #1.

Fabio Quartararo também foi campeão com a marca japonesa, em 2021, mas optou por manter o tradicional #20 na temporada seguinte, quando tentou defender o título.

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Fabio Quartararo (Foto: Yamaha)

A MotoGP volta a acelerar de 2 a 4 de outubro, em Motegi, para o GP do Japão, 16ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.

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