David Alonso celebrou o acerto com a Honda para estrear na MotoGP na temporada 2027. O colombiano revelou que a primeira moto em que subiu, aos três anos, era uma réplica da RCV e celebrou a oportunidade de montar no protótipo de verdade 17 anos depois.
Na terça-feira (21), a Honda anunciou um acordo multianual que vai promover a estreia de Alonso na MotoGP. A montadora japonesa, no entanto, não apontou qual equipe será o destino do colombiano, já que ainda não definiu se ele vai direto para a estrutura de fábrica ou se desembarca na classe rainha do Mundial de Motovelocidade pela LCR, com Diogo Moreira assumindo a vaga ao lado de Fabio Quartararo.
Pelas redes sociais, Alonso divulgou uma carta onde relembra o primeiro contato com o motociclismo.
“A vida às vezes parece ter sido escrita por um roteirista perfeito”, comentou. “Quem diria que aquele garoto recém-chegado ao mundo, com só três aninhos, subindo na Honda como um brinquedo, com o rosto cheio de felicidade, subiria, 17 anos depois, em uma Honda de verdade. Mas não é uma Honda qualquer, mas a melhor Honda com que um menino pode sonhar. A Honda da MotoGP”, seguiu.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV
Apesar da animação com o novo capítulo da carreira, Alonso não escondeu a tristeza pela separação da Aspar, equipe com que competiu nas últimas nove temporadas.
“Ao mesmo tempo, esse garoto em busca dos sonhos, sempre foi próximo da família. É aqui que as emoções condicionam. Entre a imensa alegria de começar uma nova etapa e a enorme tristeza de sentir que, depois de nove temporadas seguidas com a Aspar, a história chega ao fim”, declarou. “Apesar de tudo, tem algo que me consola: você pode mudar de categoria, pode mudar de equipe, mas a família estará sempre com você, apoiando onde quer que você vá. E vocês são parte da minha família”, frisou.
“Aspar, da maneira como eu entendo, esta história acaba, mas na próxima, vocês seguirão sendo protagonistas. Obrigado por me formarem e prepararem da melhor maneira como piloto, mas, especialmente, como pessoa para encarar uma parte chave da minha vida”, agradeceu. “Adeus, Aspar. Prazer em conhecê-los, HRC”, encerrou.