BASTIANINI ESTÁ CERTO: LIDERANÇA DA MOTOGP AINDA NÃO IMPORTA

Diretor de operações da Dorna Sports, a promotora do Mundial de Motovelocidade, Carles Jorba explicou que a guerra entre Rússia e Ucrânia reduziu a oferta de voos de carga e, assim, tornou a logística da MotoGP mais difícil. O dirigente considerou que o cronograma entre os GPs da Indonésia e da Argentina não era ruim, mas as novas dificuldades do mercado inviabilizaram uma solução diferente após a quebra de um dos cinco cargueiros que transportavam os equipamentos do paddock entre Limbok, na Indonésia, e Tucumán, na Argentina.

O Mundial foi forçado a cancelar os treinos de sexta-feira após dois voos charter diferentes apresentarem problemas. Inicialmente, um voo quebrou durante uma escala em Mombaça, no Quênia. A opção, então, foi direcionar uma das aeronaves que já estavam em Tucumán para resgatar a carga, mas este segundo avião também quebrou.

WEB STORY
# Pilotos sofrem para ocupar sexta-feira longe das motos na Argentina

Termas de Río Hondo recebe a MotoGP neste fim de semana após problemas de logística (Foto: KTM)

VEJA TAMBÉM
MotoGP altera cronograma por problemas logísticos. Confira horários do GP da Argentina

Assim, restou à MotoGP aguardar o reparo da aeronave em solo queniano. Agora, o avião já partiu, já fez escala em Lagos e agora se encaminha para Salvador, na Bahia, última escala antes de Tucumán. A situação logística, porém, alterou toda a programação do fim de semana da MotoGP.

Falando ao site da MotoGP, Jorba explicou que, por causa da guerra, voos de carga estão mais restritos. Na quinta-feira, Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo da Dorna, já tinha apontado o mesmo problema, uma vez que parte dos cargueiros do mundo são de companhias russas, que estão sofrendo embargo de muitos países por conta do ataque não provocado a Ucrânia pelo governo de Vladimir Putin.

“Nós somos responsáveis pelo transporte de todos os equipamentos de todas as equipes, da Dorna, os safety-cars, de tudo para que as corridas [fora da Europa] aconteçam”, disse Jorba ao site da MotoGP. “Globalmente, digamos que a situação está um pouco estranha com a disponibilidade de aviões de carga e até mesmo embarcações para o frete marítimo que podemos encontrar no mercado, então o primeiro ponto é encontrar aviões para fazer todos os trechos que estamos fazendo agora no início da temporada”, seguiu.

“No fim, é uma coisa que afeta todo mundo, mas, claro, faz parte do nosso desafio, só que é algo que ninguém vê, pois temos de trabalhar nos bastidores. A nossa meta é sempre que, quando os mecânicos e as equipes chegam nos boxes, eles encontrem os equipamentos”, frisou.

Questionado se a situação da guerra entre Rússia e Ucrânia tornou a logística mais difícil, Jorba respondeu: “Sim, está muito, muito mais difícil agora. Em comparação com 2019, por exemplo, a oferta era bem estável para encontrar aviões e qualquer outra coisa que você precisasse no mercado, mas agora isso está bem reduzido. E tempo é uma coisa que sempre nos falta. Falta de tempo também faz parte da nossa vida. Também será um desafio na próxima semana, quando tivermos de voar da Argentina para Austin, pois teremos de lidar com isso em apenas 48h, 72h, para mover toda essa carga. E a situação do fim de semana anterior, quando estávamos na Indonésia, o cronograma estava bom, mas a oferta de voos de carga vindo para cá estava muito mais difícil de encontrar”.

MotoGP volta a acelerar no dia 3 de abril, para o GP da Argentina, no circuito de Termas de Río Hondo. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da terceira etapa do Mundial de Motovelocidade 2022.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

MÁRQUEZ VÊ SORTE VIRAR NA INDONÉSIA E COMEÇA 2022 DA MOTOGP NO CONTRAPÉ