O GP do Japão entregou respostas importantes para a reta final da temporada 2026 da MotoGP. Em Motegi, Diogo Moreira conquistou o primeiro pódio da carreira na categoria e colocou ainda mais pressão sobre a Honda, que segue sem anunciar quem vai ocupar a segunda vaga da equipe de fábrica ao lado de Fabio Quartararo em 2027.
Na briga pelo título, Marc Márquez aproveitou um fim de semana em que Jorge Martín não conseguiu acompanhar o ritmo e reduziu novamente o espaço na disputa pelo título, enquanto o #89 abriu vantagem importante dentro da Aprilia sobre Marco Bezzecchi.
Para completar, a escolha dos pilotos de não testar o pneu traseiro especial da Michelin durante o fim de semana voltou a cobrar um preço alto na corrida.
O GRANDE PRÊMIO separou cinco coisas que aprendemos no GP do Japão, 16ª etapa da temporada 2026 da MotoGP.

Moreira crava pódio e muda patamar na MotoGP
Diogo Moreira fez em Motegi o que vinha rondando há algumas etapas: mostrou ritmo para andar entre os grandes e transformou uma boa oportunidade em um resultado histórico. O brasileiro foi quarto na corrida sprint, mas herdou o pódio e garantiu a medalha de prata após as punições aplicadas a Jorge Martín e Enea Bastianini, conquistando o primeiro pódio na MotoGP justamente na casa da Honda.
A atuação reforça ainda mais o crescimento do brasileiro no primeiro ano na classe rainha e coloca Moreira em uma posição ainda mais forte na disputa pela vaga no time de fábrica da Honda em 2027.

E a vaga, Honda?
Se Moreira deu mais uma amostra de que merece a vaga na Honda em 2027, a marca da asa dourada, continua sem dar a resposta. Fabio Quartararo já está confirmado para 2027, mas a segunda moto da equipe de fábrica segue aberta.
Moreira já disse que sabe onde vai correr e chegou a chutar que o anúncio aconteceria em Motegi, casa da Honda. Porém, a equipe de Tóquio preferiu esperar para dizer se o #11 ou David Alonso correrão com Quartararo no time oficial. E a espera continua…

Marc Márquez desidrata Martín e começa bem a perna asiática
Marc Márquez saiu de Motegi com um cenário mais favorável na disputa pelo título. O espanhol não apenas venceu sprint e GP, como controlou a corrida principal com autoridade, enquanto Martín teve dificuldades para encontrar o mesmo desempenho e terminou distante da briga pela vitória na segunda parte da corrida.
O resultado pesa ainda mais porque o Japão abriu a sequência asiática, uma parte do calendário apontada como decisiva para a definição do campeonato. Marc conseguiu reduzir a margem justamente em uma pista em que precisava atacar e, de quebra, deixou Martín sob pressão para as próximas etapas. Apesar disso, a próxima etapa, em Mandalika, tende a favorecer o piloto da Aprilia, já que Marc Márquez sempre sofre no traçado indonésio.

Martín se distancia de Bezzecchi e vira o principal rival de Marc Márquez
Se a disputa pelo título ganhou força, a briga interna da Aprilia perdeu boa parte do equilíbrio no Japão. Martín conseguiu abrir uma vantagem importante sobre Bezzecchi e se consolidou como o principal nome da equipe na perseguição a Marc Márquez.
O espanhol também passa a depender menos do resultado de Bezzecchi para sustentar a candidatura ao título a partir de agora.

Depois de um período em que os dois companheiros apareceram muito próximos em desempenho e pontuação, o #89 começa a construir uma margem que pode ser decisiva nas últimas etapas do campeonato. E a Aprilia, mais cedo ou mais tarde, terá de se posicionar sobre as prioridades para a reta final do Mundial.
Não testar pneu especial foi ideia tola e virou problema
A MotoGP chegou ao domingo com uma variável que os pilotos conheciam, mas praticamente não haviam experimentado em pista: o pneu traseiro duro com carcaça reforçada levado pela Michelin para Motegi.
Como a escolha não foi testada durante o fim de semana, o grid entrou na corrida sem uma referência real sobre o comportamento do composto. O resultado foi uma corrida em que vários pilotos sofreram para encontrar aderência e rendimento.
Para Francesco Bagnaia, por exemplo, os competidores falharam ao não testarem todos os calçados durante os treinos do fim de semana. “Acho que foi uma grande surpresa, mas uma boa surpresa”, disse.

“Foi culpa nossa, dos pilotos, não termos testado antes. Mas, sinceramente, quando vi a alocação, pensei que fosse um pneu reserva. A Michelin disse que era um backup, então você não se preocupa em usar esse tipo de pneu”, seguiu.
“Mas, já no passado, nós tivemos uma situação assim, quando o melhor pneu era o outro. É sempre importante testar tudo antes da corrida, e foi nossa culpa não termos feito isso”, encerrou o italiano.
A opinião também foi compartilhada por Fabio Quartararo, da Yamaha, que resumiu bem a situação: “Fomos estúpidos.”

A MotoGP volta a acelerar entre os dias 9 e 11 de outubro, em Mandalika, para o GP da Indonésia, 17ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.
MotoGP hoje: perguntas frequentes
Quando é a próxima corrida da MotoGP?
O GP da Indonésia acontece neste domingo, 11 de outubro, em Mandalika. A largada está marcada para as 4h, no horário de Brasília.
A que horas é a sprint da MotoGP na Indonésia?
A sprint começa às 4h de sábado, 10 de outubro, no horário de Brasília. A classificação para as duas corridas acontece antes, durante a madrugada.
Quem lidera o campeonato da MotoGP 2026?
Jorge Martín lidera com 333 pontos, apenas dois à frente de Marc Márquez, que soma 331. O GP da Indonésia oferece até 37 pontos entre sprint e corrida principal.