Um dia depois de anunciar a renovação do contrato de Marc Márquez por mais dois anos, a Ducati formalizou o divórcio com Francesco Bagnaia. A equipe de Borgo Panigale confirmou que o GP da Comunidade Valenciana de novembro será o último do bicampeão da MotoGP com o uniforme vermelho.
A dupla italiana construiu uma história de sucesso na MotoGP, já que Pecco foi o responsável por tirar a Ducati de uma fila de 15 anos que vinha desde a conquista de Casey Stoner em 2007 e assegurar, em 2022, o título do Mundial de Pilotos. No último ano, porém, o relacionamento entrou em crise, já que o #63 não conseguiu se entender com a Desmosedici GP25.
De postulante ao título, Bagnaia passou a sofrer até mesmo para chegar ao pódio, isso em um momento em que o campeonato era dominado por Marc Márquez. A performance oscilante criou fissuras em uma relação até então sólida e, no início deste ano, surgiram rumores de um acerto entre a Ducati e Pedro Acosta.
Ainda que a performance de Bagnaia tenha melhorado com a GP26, o cenário não mudou, o que culminou com o divórcio. Pecco, contudo, não vai ficar a pé, já que deve ser o substituto de Jorge Martín na Aprilia.

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Diretor-executivo da Ducati Motor Holding, Claudio Domenicali reconheceu a importância de Bagnaia na história da marca e agradeceu ao italiano pelo trabalho.
“Pecco escreveu alguns dos capítulos mais memoráveis da história da Ducati, trazendo o título mundial de MotoGP de volta para Borgo Panigale em 2022, após o primeiro título conquistado em 2007. Esse triunfo marcou o início da era de maior sucesso para a marca na categoria principal, com quatro títulos de pilotos conquistados, dois deles pelo próprio Pecco”, lembrou Domenicali. “O título de 2022 tem um significado especial para mim, pois foi o ápice de um processo de reestruturação dentro da Ducati Corse que nos permitiu retornar à vanguarda após um período particularmente difícil”, frisou.
“Mas os resultados esportivos contam apenas parte do valor de Pecco: seu estilo de pilotagem limpo e elegante (gosto de chamá-lo de ‘Il Pinturicchio’ [referência ao pintor italiano Bernardino di Betti, do período do Renascimento]), juntamente com sua grande honestidade na pista ― combinada com uma notável determinação nas ultrapassagens ― fizeram com que os Ducatistas se apaixonassem por ele”, comentou. “Além disso, ele é um grande profissional e uma grande pessoa fora das pistas. As últimas temporadas têm sido mais desafiadoras, tanto do ponto de vista esportivo quanto técnico, mas tenho certeza de que Pecco dará tudo de si até o último dia da carreira com a moto vermelha e ficará feliz em encontrar todos os fãs na próxima World Ducati Week, que acontecerá de 3 a 5 de julho, em Misano. Ele certamente nos emocionará com a Panigale V4 durante a Corrida dos Campeões! Em nome de todos na Ducati, nossos sinceros agradecimentos, Pecco”, concluiu.
Chefe da Ducati Corse, Gigi Dall’Igna reforçou que a casa de Borgo Panigale se interessou por Pecco quando ele ainda era muito jovem e assegurou que o laço de afeto não vai mudar apesar da separação esportiva.
“Pecco é um daqueles pilotos com quem a faísca se acendeu imediatamente. Nós o procuramos e o queríamos desde muito jovem para construir um projeto em torno dele”, lembrou Dall’Igna. “Ele é rápido e, acima de tudo, inteligente. O objetivo era levar a Desmosedici GP ao seu potencial máximo. E conseguimos. Graças ao trabalho de toda a equipe e à tecnologia, mas principalmente graças ao talento de Pecco, que, 15 anos depois, trouxe o vermelho da Ducati de volta ao topo do ranking”, acrescentou.
“Durante todas essas temporadas juntos, construímos um relacionamento maduro e sólido, baseado na gratidão, confiança e respeito. É o mesmo relacionamento que nos permitiu superar momentos difíceis, sempre unidos. Pecco será para sempre um campeão na história de Borgo Panigale e também na minha história pessoal”, admitiu. “Com a Ducati, ele realizou seus sonhos de infância e nós realizamos os nossos ao lado dele. Em relacionamentos, nem sempre é fácil reconhecer e entender quando um ciclo terminou e a mudança é necessária. O profundo laço de afeto mútuo que nos une não mudará e será a chave para administrar todas as corridas até o final da temporada e para encerrar esta jornada em grande estilo”, concluiu.
Ao longo da passagem por Bolonha, Pecco conquistou dois títulos da MotoGP, além de 31 vitórias, 62 pódios e 28 poles. Ele ainda é o piloto mais bem sucedido a bordo da Desmosedici.
Passadas as primeiras nove etapas da temporada 2026, Bagnaia ocupa a sétima colocação no Mundial de Pilotos, com 53 pontos de atraso para o líder Marco Bezzecchi.
A MotoGP volta a acelerar entre 26 a 28 de junho para o GP dos Países Baixos, direto de Assen, décima etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.
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MotoGP 2026: veja os horários do GP dos Países Baixos em Brasil e Portugal
| DIA | CATEGORIA | SESSÃO | BRA* | POR |
| Sexta | MotoGP | TL1 | 05:45 | 08:45 |
| Sexta | Baggers | TL1 | 07:40 | 10:40 |
| Sexta | Moto3 | Treino | 08:15 | 11:15 |
| Sexta | Moto2 | Treino | 09:05 | 12:05 |
| Sexta | MotoGP | Treino | 10:00 | 13:00 |
| Sábado | MotoGP | Classificação | 05:50 | 08:50 |
| Sábado | Baggers | Classificação | 07:05 | 10:05 |
| Sábado | Moto3 | Classificação | 07:45 | 10:45 |
| Sábado | Moto2 | Classificação | 08:40 | 11:40 |
| Sábado | MotoGP | Sprint – 13 voltas | 10:00 | 13:00 |
| Sábado | Baggers | Corrida 1 | 11:10 | 14:10 |
| Domingo | MotoGP | Warm-Up | 04:40 | 07:40 |
| Domingo | Moto3 | GP – 20 voltas | 06:00 | 10:00 |
| Domingo | Moto2 | GP – 22 voltas | 07:15 | 11:15 |
| Domingo | MotoGP | GP – 26 voltas | 09:00 | 13:00 |
| Domingo | Baggers | Corrida 2 | 10:30 | 14:30 |
*Horários de Brasília