Chefe da Ducati, Davide Tardozzi criticou a postura de pilotos que fazem críticas em público, mas depois silenciam na hora de falar com a organização da MotoGP. Dirigente confirmou que Marc Márquez pediu planos de contingência no caso da realização do GP do Catar e colocou o multicampeão como o “único que expressa a opinião todos os pilotos.

Pelo calendário, a MotoGP tem uma etapa no Catar já na próxima semana, mas a realização da corrida segue sendo um mistério por causa dos conflitos no Oriente Médio. Na semana passada, durante o fim de semana do GP da Austrália, os pilotos realizaram uma reunião secreta para falar da disputa em Lusail e levaram demandas ao Grupo MotoGP Sports Entertainment.

Após a reunião, Marc se recusou a falar do assunto, o que acabou sendo interpretado como uma recusa do #93 em participar do GP do Catar. Tardozzi garante, porém, que a história não é essa.

“No que diz respeito a Marc, ele é simplesmente a pessoa mais carismática. Tem pilotos que, externamente, expressão opiniões muito, mas muito mais contundentes do que Marc. Mas aí chega na reunião diante dos organizadores e permanecem em silêncio”, disse Tardozzi em entrevista à emissora Sky Italia. “E isso é mais ou menos assim: uma perda de tempo”, seguiu.

Ducati defendeu postura de Marc Márquez na MotoGP (Foto: AFP)

“Dito isto, acabam culpando Márquez por ser o único que expressa a opinião de todos os outros pilotos, que tem coragem de falar apesar dos outros pilotos que, como eu disse e repito, falam coisas muito pior do que ele, enquanto ele foi bem inteligente ao fizer: ‘Vamos tentar mediar a situação, buscar alternativas que garantam uma evacuação, um plano B, que tudo esteja no jeito para que seja seguro para nós”, relatou. “Foi isso que ele pediu, mas, repito, têm muitos outros que disseram coisas piores, mas não tem coragem de repetir diante dos organizadores”, disparou.

Davide não escondeu a irritação com a postura dos pilotos e avaliou que Márquez fez a coisa certa ao pedir garantias.

“Isso me irrita, pois li que Marc era o culpado, como se ele fosse o único a não querer ir para o Catar. Isso não é verdade. Marc simplesmente pediu, como muitos outros, um plano de segurança organizacional, nada mais do que isso”, explicou. “Ele não disse ‘eu não quero ir’. E repito, pela terceira vez, alguns disseram que não iriam, mas, diante dos organizadores, não falaram outra vez”, encerrou.

A MotoGP acelera de 30 de outubro a 1º de novembro, em Sepang, para o GP da Malásia, 19ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.