A Ducati rebateu as alegações de que o desenvolvimento da moto de 2026 foi direcionado às necessidades de Marc Márquez. Chefe da equipe na MotoGP, Davide Tardozzi classificou as especulações como “fofoca inútil” e garantiu que a fabricante italiana também trabalhou para atender às preferências dos demais pilotos, incluindo Francesco Bagnaia.
Os rumores ganharam força em meio às dificuldades enfrentadas por Bagnaia desde a chegada de Márquez à equipe de fábrica, em 2025. Após o GP da Indonésia, disputado no último domingo (11), o heptacampeão é o único piloto da Ducati entre os cinco primeiros do Mundial de Pilotos e aparece na vice-liderança, com 353 pontos, apenas dois tentos atrás de Jorge Martín.
Marc Márquez também é o único piloto da fabricante italiana com mais de uma vitória em corridas principais na temporada. Fabio Di Giannantonio, sexto colocado no campeonato, está 110 pontos atrás do espanhol, enquanto Bagnaia vem enfrentando uma temporada difícil.
À emissora italiana Sky, Tardozzi negou categoricamente que a Ducati tenha desenvolvido a Desmosedici GP26 exclusivamente para atender ao estilo de pilotagem do #93.

“Não acredito nisso e sou totalmente contra quem afirma que Marc Márquez direcionou o desenvolvimento da moto às próprias necessidades. Isso não é verdade. Vi o que foi contribuído e o que os outros pilotos decidiram. Portanto, não é verdade que ele tenha feito a moto ser desenvolvida de acordo com as próprias especificações”, declarou.
“Isso é apenas fofoca inútil. Quem está envolvido no desenvolvimento da moto sabe perfeitamente o que foi feito para ele e o que tentamos fazer para os outros. Por exemplo, para Bagnaia, embora no fim não tenha funcionado”, acrescentou.
Tardozzi também explicou que a Ducati oferece aos pilotos a possibilidade de escolher componentes diferentes, de acordo com as próprias necessidades. Segundo o dirigente, o fato de a moto funcionar bem para Márquez não significa que a mesma configuração seja a ideal para todos.

“Sempre tivemos a possibilidade e a capacidade de desenvolver a moto para cada piloto. Em outras palavras, não é como se, quando a moto funciona bem para Márquez, ela passasse a ser igual para todos”, disse.
“Pecco usa uma carenagem diferente da de Marc, só para citar um caso. Durante muito tempo, ele também utilizou uma configuração aerodinâmica diferente na balança traseira”, explicou.
Tardozzi ressaltou que a possibilidade de escolher componentes não se restringe à dupla da equipe de fábrica. Álex Márquez, da Gresini, e Fabio Di Giannantonio, da VR46, também podem selecionar peças de acordo com suas preferências. “Não construímos a moto para Marc Márquez e depois esperamos que ela funcione para todos. Não é assim que funciona”, concluiu.
A MotoGP volta a acelerar de 23 a 25 de outubro, em Phillip Island, para o GP da Austrália, 18ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.