Jack Miller suspeitou de um problema relacionado ao motor da Yamaha após ter novos problemas com a M1 durante o GP da Indonésia de MotoGP.
Assim como aconteceu no Japão, o piloto da Pramac afirmou que a moto ficou praticamente “inguiável”, desta vez com um comportamento inconsistente do motor, e sofreu uma queda quando ocupava a 17ª posição, na quinta volta da corrida em Mandalika.
O australiano relatou que tinha boas sensações com o equipamento no aquecimento, mas que o cenário mudou quando foi à pista para a corrida sprint, ainda no sábado. No domingo, Miller caiu e não completou a corrida. O piloto da Pramac explicou que ainda não sabe a origem exata do problema e citou o mapa de combustível como uma das possibilidades.
“Foi bem parecido com o que aconteceu no Japão. Eu estava com uma sensação razoavelmente boa, mas assim que saímos para a sprint, a moto ficou praticamente inguiável. Algo não está funcionando como deveria, seja algo relacionado ao mapa de combustível ou a outra coisa. O comportamento do motor é inconsistente, e precisamos trabalhar mais para entender o motivo”, declarou.

Em Motegi, Miller havia atribuído as dificuldades às pressões iniciais dos pneus, que considerou “ridiculamente conservadoras”, e aos fortes movimentos da dianteira no ar sujo.
Após o GP da Indonésia, o chefe da Pramac, Gino Borsoi, reconheceu a frustração com os resultados e cobrou mudanças no trabalho para transformar o potencial demonstrado em desempenho efetivo nas corridas.
“As expectativas eram altas, especialmente depois da maneira como a sexta-feira começou, e esperávamos brigar por pontos. A lesão de Toprak Razgatlıoğlu certamente tornou as coisas mais difíceis, mas a queda de Miller hoje também foi um revés que poderíamos ter evitado”, afirmou.

“Sabemos que estamos enfrentando dificuldades neste momento, mas já mostramos que podemos brigar por pontos. Portanto, precisamos entender por que não estamos conseguindo transformar esse potencial em resultados. Temos de fazer uma mudança, ser mais precisos no trabalho e garantir que estamos fazendo tudo o que é possível para dar aos dois pilotos a oportunidade de alcançar os resultados que sabemos estar ao alcance”, concluiu.
A MotoGP volta a acelerar de 23 a 25 de outubro, em Phillip Island, para o GP da Austrália, 18ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.