Fabio Quartararo teve um GP da Itália para esquecer. Apesar de ter largado em quinto lugar, o francês teve muitas dificuldades com a Yamaha, por conta da falta de aderência no pneu traseiro. Ele não escondeu o descontentamento com o desempenho em Mugello e fez duras críticas à equipe, dizendo que só um novato e pilotos de testes chegaram atrás deles.
O campeão mundial de 2021 ainda sofreu com uma luxação no ombro devido a uma queda no TL2 em Mugello, mas disse que a falta de desempenho da M1 ofuscou as dores.
“Meu ombro estava ruim, é claro, mas não foi o pior”, iniciou Quartararo. “A sensação que tivemos com a moto neste fim de semana não foi muito boa, exceto durante o TL1 e a classificação”, seguiu.
“Já na corrida sprint, senti uma queda no pneu. No domingo foi ainda pior, e nossa moto – quando a aderência é muito baixa – é realmente um desastre na mudança de direção, e fisicamente foi muito difícil”, admitiu.

“Quanto mais quente está o tempo, menos aderência temos. Não conseguimos fazer grandes tempos de volta, mas a resposta da M1 também é completamente diferente. Vamos ver o que podemos fazer nas próximas corridas. Mas aqui foi um desastre”, lamentou.
O ritmo de Fabio caiu drasticamente nas voltas finais, andando na casa de 1m 49s, mais de 2s mais lento do que sua melhor volta. “Fisicamente, estava acabado. Nas últimas seis voltas, eu estava correndo em torno de 1m49s, então sabia que os pilotos estavam vindo, mas preferi diminuir a velocidade porque não estava conseguindo frear forte”, revelou.
“Espero que possamos melhorar, porque agora ainda estamos muito longe, mas parece que às vezes damos alguns passos à frente, mas nunca o fazemos de fato. Isso só acontece quando as condições estão perfeitas. Quando a situação é um pouco mais difícil, a diferença para os outros é bem maior. Atrás de nós há pilotos como um novato e dois pilotos de teste”, criticou.
Quartararo se referiu a Takaaki Nakagami da Honda, Lorenzo Savadori da Aprilia e Somkiat Chantra, também da montadora japonesa, que foram os únicos pilotos a chegarem atrás da Yamaha em Mugello.

Embora o francês tenha se surpreendido com as poles, um pódio em Jerez e a liderança da corrida em Silverstone antes de Aragão, ele admitiu que não esperava que a queda de desempenho fosse tão acentuada em pistas onde já havia se destacado anteriormente.
“Não esperava as pole-positions e ser tão rápido em uma volta. Mas também não esperava estar tão longe nessas corridas, em pistas onde basicamente sempre fui rápido. Como aqui”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 27 e 29 junho, com o GP dos Países Baixos, em Assen, 10ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2