Raúl Fernández admitiu que está preocupado com a situação de segurança no Oriente Médio durante a realização do GP do Catar de MotoGP, em Lusail. Em entrevista aos jornalistas nesta quinta-feira (5), o piloto da Trackhouse classificou o fim de semana como atípico e reconheceu que a tensão provocada pelos conflitos na região afeta os integrantes do paddock. O espanhol também explicou as limitações físicas que ainda enfrenta após fraturar o dedo indicador direito na etapa da Indonésia.
“Este é um fim de semana atípico, para ser sincero. Não estou 100% e a situação é um pouco complicada, já que a tensão que todos nós carregamos no corpo não é ideal. Mas, em fins de semana como este, é preciso aprender e tirar o melhor proveito possível”, afirmou.
Fernández ressaltou que o desconforto não é uma preocupação individual, mas um sentimento compartilhado por pessoas que viajaram ao Catar para a etapa. O espanhol também reconheceu que muitos integrantes do paddock prefeririam não estar no país diante do cenário geopolítico.
“Não falo apenas da tensão que estou sentindo. No fim das contas, acho que é algo presente em todas as pessoas que estão vindo para cá, mas que, na verdade, não gostariam de estar aqui. Não vai acontecer nada, mas existe a tensão de ter uma guerra no meio e você estar ali, no meio de tudo”, acrescentou.
O piloto também mencionou a recente vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, que retirou dos republicanos o controle das duas casas do Congresso. Na avaliação de Fernández, a mudança no cenário político pode ter contribuído para diminuir o nível de preocupação em relação à situação na região.

“Para as pessoas que trabalham ao redor, não é o ambiente ideal, especialmente quando você está exposto a tanta pressão durante um fim de semana. Acho que tivemos muita sorte que a situação tenha mudado um pouco no que diz respeito à política. No fim das contas, não há tanto alarme assim”, avaliou.
Raúl Fernández detalha consequências da lesão no dedo
Além da preocupação com o contexto geopolítico, Fernández ainda lida com as consequências da lesão no dedo indicador direito, que utiliza para acionar o freio. Por isso, o espanhol segue limitado e precisa recorrer ao dedo médio durante a pilotagem.
“Tive uma lesão e foi detectada uma fissura, que não chegou a exigir uma cirurgia. Quando começou a consolidar e iniciei um trabalho específico, percebemos que também havia uma lesão nos ligamentos, ou seja, uma entorse no dedo. Desde então, ao longo destes 15 dias, o dedo ficou imobilizado e essa questão dos ligamentos não foi tratada. Como não houve esse trabalho, estou limitado”, explicou.

Fernández afirmou que a consolidação do osso representa um avanço importante na recuperação. Apesar de reconhecer que uma eventual queda ainda poderia provocar complicações, o piloto acredita que a condição atual permite competir e espera estar presente nas etapas de Portugal e Valência.
“O importante é que o osso já está consolidado, ou seja, não há mais o risco de a lesão se agravar. Terei complicações em caso de queda, mas, no que diz respeito à pilotagem e aos movimentos bruscos, não deve acontecer nada. Isso é o mais importante, pois significa que, se tudo correr bem, estarei presente em Portugal e Valência e poderei competir.”
A MotoGP volta a acelerar de 6 e 8 de novembro, em Lusail, para o GP do Catar, 20ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.
MotoGP hoje: quem vai ficar de fora do GP do Catar?
Yamaha
A Yamaha não vai participar do GP do Catar deste fim de semana. A equipe japonesa apontou para restrições de viagens impostas pela companhia para retirar não apenas a equipe de fábrica, mas também a Pramac da disputa em Lusail.
Assim, Fabio Quartararo, Álex Rins, Jack Miller e Augusto Fernández ― que é substituto do lesionado Toprak Razgatlioğlu ― estão fora desta antepenúltima etapa do campeonato.
Álex Márquez
O piloto da Gresini, que já tinha manifestado oposição à realização do GP do Catar por causa dos conflitos no Oriente Médio, passou por uma cirurgia na segunda-feira e não poderá correr. Álex removeu peças de cirurgias anteriores e aproveitou para tratar uma lesão no ombro.
Joan Mir
Depois de voltar a sentir durante o GP da Malásia os problemas que o afastaram da MotoGP por quatro etapas, Joan Mir vai ficar de fora do GP do Catar. O espanhol será substituído por Jake Dixon.
GP do Catar de MotoGP: veja os horários no Brasil
| Data | Atividade | Horário |
|---|---|---|
| Sexta, 6/11 | TL1 | 8h45 |
| Sexta, 6/11 | Treino | 13h |
| Sábado, 7/11 | Classificação | 08h40 |
| Sábado, 7/11 | Sprint | 13h |
| Domingo, 8/11 | Warm-up | 08h40 |
| Domingo, 8/11 | GP | 13h |
Horários de Brasília
GP do Catar de MotoGP: veja os horários em Portugal
| Data | Atividade | Portugal continental e Madeira |
|---|---|---|
| Sexta, 6/11 | TL1 | 11h45 |
| Sexta, 6/11 | Treino | 16h |
| Sábado, 7/11 | Classificação | 11h40 |
| Sábado, 7/11 | Sprint | 16h |
| Domingo, 1/11 | Warm-up | 11h40 |
| Domingo, 1/11 | GP | 16h |
Horários de Portugal continental e Madeira