Pablo Nieto viveu dias de terror durante as férias da MotoGP. O chefe da VR46 contou que precisou evacuar a casa onde mora por causa do incêndio florestal de Burgohondo, que destruiu mais de 50 mil hectares ao longo de 15 dias na região de Ávila, no centro da Espanha. O incêndio já é o maior da história espanhola.
Em entrevista à agência EFE, Miguel García, chefe do Serviço de Incêndios Florestais da comunidade de Castela e Leão, afirmou que, ainda que o nível de gravidade do incêndio tenha sido rebaixado, ainda vai demorar pelo menos um mês para o fogo ser declarado extinto.
Morador da região de San Martín de Valdeiglesias, que faz parte da comunidade de Madri e tem quase 9 mil habitantes, Nieto contou que testemunhou em primeira pessoa a gravidade do incêndio.
“Infelizmente, vivenciei em primeira mão os incêndios de Madri. E é uma enorme pena a maneira como tudo acabou e aconteceu”, disse Nieto em entrevista ao jornal espanhol AS. “O fogo parou a dois metros de casa”, ressaltou.

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“Tivemos de ser evacuados. Só consegui voltar para casa anteontem, pois ainda havia risco de incêndio por causa do vento. Sinceramente, o cenário era um pesadelo”, desabafou.
Apesar do enorme susto, Nieto celebrou o fato de ninguém ter morrido, mas criticou a maneira como as autoridades têm respondido aos incêndios.
“O mais importante de tudo é que não houve vítimas fatais. Isso é o que mais me importa, mas agora a realidade da situação é que realmente a ficha está caindo: a dimensão da catástrofe e os recursos que tínhamos a disposição. A verdade é que, no início, não havia recursos. Absolutamente nenhum. E, ainda que um número muito maior de bombeiros tenha começado a chegar lá pelo terceiro ou quarto dia, já era tarde demais, pois três incêndios tinham se fundido em um. Só quando você passa por isso que entende realmente o que as pessoas enfrentam”, assumiu. “Não entendo muito de incêndios e coisas assim, mas a gente percebe como, de repente, os bombeiros deixam as coisas queimarem ― coisas que dizem não conseguir controlar ―, permitindo que sejam consumidas pelo fogo aos poucos. E você se pergunta como isso é possível. Depois, você vê os animais: alguns fugindo e outros, infelizmente, morrendo”, falou.
Por fim, Nieto cobrou que as autoridades invistam mais em prevenção de incêndio.
“Pelo pouco que sei e pelo que vi mais ou menos, acho que precisamos investir muito mais na prevenção em áreas de mata e similares. Tem lugares em que nem sequer dá para passar por conta do crescimento da vegetação e isso, quer a gente goste ou não, é o combustível que faz tudo queimar”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 7 a 9 de agosto, com o GP da Grã-Bretanha, 12ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.