Darryn Binder tentou se desculpar com Dennis Foggia, mas acabou expulso pela Leopard (Vídeo: DAZN)

Francesco Bagnaia acredita que a MotoGP deveria adotar uma superlicença como na Fórmula 1. Na visão do piloto da Ducati, seria correto liberar o avanço à fase seguinte do Mundial de Pilotos apenas para competidores que conseguiram algum destaque na categoria em que estão.

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) exige que os pilotos tenham a superlicença, que é o documento que permite ao competidor fazer parte de uma corrida de F1. O sistema atual determina que um competidor está habilitado a competir no Mundial depois de acumular 40 pontos ao longo das três últimas temporadas.

A pontuação pode ser acumulada em várias categorias como Fórmula 2, Fórmula 3, WEC, Indy, Super Fórmula Japonesa e até a F4 nas mais diversas versões espalhadas pelo mundo.

OPINIÃO
# FIM precisa adotar superlicença para selecionar quem pode correr na MotoGP

Darryn Binder derrubou Dennis Foggia ao tentar passar Sergio García (Foto: Reprodução)

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O tema da superlicença voltou a ficar em alta com o anúncio do salto de Binder para a MotoGP direto da Moto3 com a RNF, já que o sul-africano não tem nenhum resultado expressivo na categoria menor. Além disso, no último domingo (7), o irmão de Brad encerrou a luta de Dennis Foggia pelo título da Moto3 ao derrubá-lo na última volta do GP do Algarve, o que abriu caminho para a conquista de Pedro Acosta.

Questionado sobre o acidente entre Binder e Foggia, Bagnaia respondeu: “Acho que, como no campeonato dos carros, nós precisamos de uma superlicença”.

“Assim, você só poderá avançar para o próximo nível se estiver fazendo algo no campeonato em que está. E o que vimos hoje é a normalidade, pois vimos muitas quedas assim dele. Então, sei que não é correto dizer isso em relação a outro piloto, mas no ano que vem ele estará conosco e espero que isso não aconteça. Mas acho que é algo que eles devem pensar”, defendeu.

Na semana passada, o GRANDE PRÊMIO aplicou o sistema da FIA no Mundial de Motovelocidade em uma análise e, usando a Fórmula 3 como correspondente da Moto3, verificou que Darryn teria apenas nove pontos na superlicença, o que inviabilizaria o salto para a categoria principal.

Muitos pilotos concordaram com a posição de Pecco, mas Valentino Rossi avaliou que a superlicença não resolveria a questão central.

“O que aconteceu na corrida, não foi divertido para Foggia, pois terminar assim um campeonato é difícil”, reconheceu o piloto de 42 anos. “Não sei em relação a superlicença, mas acho que temos alguns pilotos, como, por exemplo, Binder, que são sempre muito, muito, muito agressivos e que as vezes cometem erros como estes, o que não é justo com outros pilotos”, ponderou.

“Mas isso é uma questão de piloto por piloto, então não sei em relação a superlicença, sinceramente”, sublinhou.

Franco Morbidelli foi um dos que concordou que a superlicença pode ser uma boa opção, mas apontou que nem todos os pilotos se saem bem nas classes de base, citando, por exemplo, o caso de Fabio Quartararo, que chegou ao título da MotoGP, mas tem uma única vitória na classe intermediária.

Jack Miller, que deu o salto da Moto3 direto para a MotoGP, por outro lado, avaliou que o erro de Binder poderia ter acontecido com qualquer outro.

“O que posso dizer? Fiz a mesma coisa [de saltar direto]. Erros podem acontecer, incidentes acontecem. Contato é uma coisa, entendo, mas tem de existir uma margem com certeza. Concordo 100% que o que aconteceu hoje na Moto3 não foi legal em várias áreas, para Foggia, mas também para Pedro, pois acho que tira um pouco do que ele fez durante toda a temporada como um estreante. Acho que ele tinha muita margem no fim da corrida e isso tirou dele a chance de lutar pelo campeonato”, admitiu. “Essas coisas podem acontecer, mas estou nervoso ou preocupado? Acho que não, pois a MotoGP tem outro nível, acho que não precisamos nos preocupar com isso”, concluiu.

MotoGP volta a acelerar no próximo domingo (14), para a última etapa da temporada, o GP da Comunidade Valenciana, em Valência. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2021.

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