Jorge Martín deixou claro que não se arrepende de ter escolhido a Yamaha para seguir na MotoGP a partir de 2027 e voltou a minimizar as críticas recebidas pela decisão. Líder do campeonato, o espanhol lembrou que também foi questionado quando optou pela Aprilia e afirmou que não pretende pautar as escolhas da carreira pela opinião externa.
Em entrevista ao canal espanhol DAZN, Martín afirmou que tomou a decisão pensando no que considera melhor para a carreira e para a família, mesmo que a escolha pela Yamaha tenha ocorrido em um momento de dificuldades para a fabricante, que não consegue repetir o protagonismo apresentado em 2021, quando Fabio Quartararo conquistou o título da MotoGP.
A Yamaha apostou no motor V4 para 2026 na tentativa de recuperar terreno em relação às principais concorrentes, mas ainda está distante da disputa pelas primeiras posições. Mesmo diante do cenário, Martín garantiu que não se preocupa com as avaliações externas.
“Acredito que, na vida, é preciso tomar certas decisões. Em 2024, tive que tomar uma decisão às pressas. Agora, tive a oportunidade de tomar outra decisão com mais calma e tempo. Sempre tomei decisões pensando no que era melhor para mim e minha família, e acredito que esta seja a melhor escolha”, afirmou.
O espanhol também recordou as críticas recebidas quando decidiu deixar a Ducati e assinar com a Aprilia para a temporada 2025. Na época, parte do paddock questionou a escolha, principalmente pelo histórico da fabricante italiana, que ainda não havia conquistado um título na classe principal.

“Assim como quando assinei com a Aprilia, diziam que seria um desastre, que eu não chegaria a lugar algum com uma Aprilia, uma equipe que nunca havia vencido e, no entanto, aqui estou, liderando o campeonato. Seja no ano que vem ou daqui a dois anos, que o mundo e o público digam o que quiserem”, ressaltou.
Enquanto se prepara para a mudança para a Yamaha, Martín também mantém o foco na disputa do título de 2026. O espanhol destacou que as conversas com o diretor técnico Fabiano Sterlacchini foram importantes para aumentar a confiança no projeto e perceber o comprometimento da Aprilia em ajudá-lo na busca pelo último título da era das motos de 1000 cc.
“As condições serão iguais para todos. Confio no Fabiano [Sterlacchini]. Vejo que ele está fazendo tudo o que está ao seu alcance para me ajudar a evoluir. No início do ano, ele veio a Andorra e me disse: ‘Quero trazer de volta aquele Jorge de 2024; quero resgatar todo aquele talento’. Ele conseguiu fazer isso em grande parte”, concluiu.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 28 a 30 de agosto para o GP de Aragão, 13ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.
▶️MotoGP: confira o calendário completo de 2026
▶️Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV