Francesco Bagnaia afirmou que vive um dos “piores momentos” da carreira. O italiano admitiu que é difícil aceitar a situação atual e frisou que, apesar do esforço, não é capaz de passar da décima colocação.

O bicampeão da MotoGP teve um fim de semana difícil no MotorLand. Depois de se classificar em oitavo após passar pelo Q1, o #63 recebeu a bandeirada na sprint em 11º, mas sequer completou o GP de domingo por causa de uma queda. Assim, deixou a pista de Alcañiz zerado.

Ao longo de todo o ano, Bagnaia sofreu com a aderência na traseira da GP26, mas, antes das férias, conseguiu quatro pódios consecutivos. No retorno à ativa, porém, as coisas mudaram. Assim como aconteceu em Aragão, Pecco tampouco pontuou em Silverstone.

“É difícil aceitar, é duro, pois acho que é um dos piores momentos da minha carreira em nível esportivo”, disse Bagnaia em entrevista à emissora italiana Sky Sports. “Venho para as corridas e faço o meu melhor, mas isso me permite terminar em 12º ou décimo”, seguiu.

“Mas posso ver claramente pelos dados e pelo meu feeling que não estou pilotando a moto e estou sendo levado por aí, pois quando tento fazer algo mais, ainda caio, e, mesmo rodando lento, ainda assim eu caio”, explicou. “Felizmente, os dados estão lá, mas também tenho minha própria percepção, e isso é algo que me deixa feliz, pois todas as dificuldades, todas as coisas que não consigo fazer, até mesmo olhando os dados de outros pilotos Ducati, eu podia fazer facilmente há alguns anos”, comentou.

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Francesco Bagnaia reconheceu que vive um momento ruim na carreira (Foto: Ducati)

“Então isso, com certeza, é algo que sei que não perdi, mas, no momento, só não consigo ter a performance que espero”, assumiu.

Apesar da fase difícil, Bagnaia diz que vai para Misano na próxima semana “com toda motivação do mundo”.

“Mais do que qualquer coisa, sou um otimista inveterado, e saio de casa com a sensação de que a moto está me seguindo, que posso pilotar naturalmente, e tento fazer o meu melhor”, declarou. “Infelizmente, às vezes acontece e às vezes, não. Ultimamente, especialmente nas últimas duas corridas, algo estranho aconteceu, porque simplesmente não consigo mais render”, continuou.

“Vou para Misano com toda a motivação do mundo. É uma pista que conheço bem”, frisou. “Vai ser incrivelmente difícil, pois se a situação for assim em Misano, fica ainda mais difícil, mas vamos dar tudo de nós”, encerrou.

MotoGP volta a acelerar de 11 a 13 de setembro no GP de San Marino e da Riviera de Rimini, 14ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.