O cancelamento do GP da Austrália neste domingo (25) entra para a história da era MotoGP. Pela segunda vez desde a adoção da nomenclatura – que veio a partir da temporada 2002 -, a categoria decidiu pela não realização de uma corrida graças ao mau tempo.

Em Phillip Island, a baixa visibilidade por conta das fortes chuvas impediu a operação do helicóptero médico, comprometendo os protocolos de segurança e inviabilizando a realização da prova da categoria rainha, da Moto2 e Moto3.

Situação semelhante foi vivida em agosto de 2018. Naquela temporada, o GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, foi cancelado após chuvas intensas revelarem sérios problemas no asfalto recém-aplicado no circuito. A etapa britânica já vinha sendo marcada por preocupações com a superfície da pista.

Durante os treinos livres, Tito Rabat sofreu uma lesão grave na perna em um acidente na curva Stowe, onde o acúmulo de água criou condições particularmente perigosas. Com previsão de chuva mais forte para o domingo, os organizadores anteciparam a largada em 90 minutos, na tentativa de concluir o evento.

No entanto, a estratégia não funcionou, já que a chuva persistente deixou grandes áreas do circuito cobertas por água. Os pilotos completaram voltas de reconhecimento, mas relataram riscos significativos de aquaplanagem, especialmente em trechos onde o asfalto não conseguia drenar a água acumulada.

GP da Inglaterra, em 2018, foi primeira corrida cancelada da era MotoGP (Foto: MotoGP)

A direção de prova adiou a largada diversas vezes, enquanto os responsáveis ​​inspecionavam o circuito e aguardavam uma melhora nas condições. Após consultas envolvendo os pilotos e os dirigentes, tomou-se a decisão de cancelar a prova. Além disso, a Moto2 e a Moto3 também não puderam correr.

O cancelamento foi particularmente controverso, uma vez que Silverstone havia passado por um extenso processo de recapeamento antes do evento. Apesar dos esforços para remover a água da pista, os responsáveis ​​concluíram que permitir a realização da corrida exporia os pilotos a riscos inaceitáveis.

Foi o que alegou o diretor de corridas, Graham Webber, ao justificar o porquê tomaram a mesma decisão, desta vez na Austrália. “Precisamos garantir que, caso ocorra algum imprevisto, estejamos preparados para levar o piloto ao hospital o mais rápido possível. Em alguns circuitos, é possível utilizar a via terrestre. Infelizmente, como o trajeto até o hospital leva mais de 45 minutos, dependemos essencialmente do helicóptero e, portanto, ficamos reféns das condições climáticas.”

A MotoGP acelera de 30 de outubro a 1º de novembro, em Sepang, para o GP da Malásia, 19ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.