Jack Miller deixou claro que não se incomodaria com um rebaixamento para a Pramac na temporada 2023 da MotoGP. O australiano frisou que a equipe satélite conta com o mesmo bom equipamento da Ducati de fábrica, o que lhe permitiria brigar por pódios e viver o sonho de correr na classe rainha do Mundial de Motovelocidade.
Contratado pela equipe de fábrica da Ducati apenas até o fim deste ano, o australiano ainda não foi procurado para conversar sobre a renovação do vínculo e é pressionado pelas boas performances de Enea Bastianini e Jorge Martín. Por enquanto, a casa de Bolonha apenas renovou o contrato de Francesco Bagnaia até o campeonato de 2024.
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# Bastianini reassume liderança da MotoGP com vitória em Austin

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Após conquistar o terceiro lugar no GP das Américas ― batido justamente por Bastianini depois de liderar boa parte da corrida em Austin ―, Miller foi questionado se vê a Pramac como uma possibilidade para 2023, e se mostrou disposto a voltar a defender a equipe onde correu entre 2018 e 2020.
“Não me importaria”, respondeu. “Como vocês podem ver, todas as motos são boas. Eles são fantásticos. Eu sei pelos fatos que eles têm o mesmo equipamento. Isso não me incomoda. Desde que eu esteja na MotoGP tendo a chance de viver o meu sonho, isso é o principal para mim”, seguiu.
“Ter a chance de lutar por pódios e estar aqui com todos os fãs essa é a parte principal”, defendeu.
Miller, porém, evitou determinar se atuações como a de domingo são determinantes para manter a posição como titular da Ducati em 2023.
“Só estou aqui para pilotar a minha moto e fazer o melhor que posso. Isso é tudo. Se conseguir um emprego com a Ducati no próximo ano, é o que é. Ficaria mais do que feliz em ficar por aqui. Amo o grupo em que estou. Como disse, estou apenas focado nesse ano, focado em fazer o melhor que posso”, defendeu.
30 pontos atrás de Enea Bastianini na classificação da MotoGP, Miller avaliou que ainda restam muitas corridas pela frente e tudo pode acontecer em 2022.
“Este campeonato é muito longo e, por isso, muitas coisas podem acontecer. É a MotoGP em 2022. Sou o décimo piloto a chegar no pódio e estamos na quarta corrida. Isso diz tudo. Esse campeonato está completamente aberto”, analisou. “O campeonato de verdade vai começar quando chegarmos à Europa e seguirmos adiante”, completou.
A MotoGP volta às pistas no próximo dia 23 de abril, para o GP de Portugal, em Portimão. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da quinta etapa do Mundial de Motovelocidade 2022.
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