Jack Miller afirmou não ter preocupações com a segurança com a introdução de um circuito de rua no calendário da MotoGP. O australiano disse ter confiança total no trabalho de Carlos Ezpeleta, diretor-esportivo do grupo MotoGP Sports Entertainment ― a antiga Dorna ―, e nos cálculos feitos para assegurar a segurança no traçado de Adelaide.

Nesta quinta-feira (19), a MotoGP anunciou uma pista de rua em Adelaide como substituta de Phillip Island como sede do GP da Austrália a partir da temporada 2027. O layout vai usar trechos do traçado que foi utilizado pela Fórmula 1 entre 1985 e 1995.

A organização da MotoGP apontou que o desenho do traçado contou com um software desenvolvido na Universidade de Pádua, na Itália, para avaliar a segurança do circuito.

Presente no lançamento, que contou com a participação de Peter Malinauskas, primeiro-ministro da Austrália do Sul, Miller afirmou que as barreiras não estrão próximas dos pilotos e destacou que a promotora do campeonato está sempre atenta às demandas dos pilotos em prol da segurança.

Primeiro-ministro da Austrália do Sul, Peter Malinauskas apresentou layout do circuito de Adelaide (Foto: Divulgação)

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“Não haverá uma barreira de concreto ou um air-fence ao alcance das mãos”, disse Miller. “Confio totalmente em Carlos e nos cálculos deles. Sabe, nós sentamos toda tarde de sexta-feira [durante as etapas] e temos uma reunião com eles, discutimos os pedidos que temos, seja segurança de pista ou área de escape, profundidade da brita, consistência da brita, até literalmente o tamanho das pedras. Eles têm um conhecimento incrível no que diz respeito às quedas e no tempo que você precisa para parar, e todos os dados dos sensores de força G, com os air-bags dos trajes. Eles conseguem rastrear isso com muita precisão, tudo isso é armazenado em um banco de dados e eles têm todos esses dados para olhar e, basicamente, tirarem conclusões a partir daí”, lembrou.

“A maioria das novas pistas foram projetadas com isso em mente”, frisou. “A preocupação de atingir o muro sempre esteve lá, se o freio [falhar] ou o que quer que seja. Mas em termos de uma queda normal do dia a dia, não [existe preocupação]”, encerrou.

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