Joan Mir afirmou que a transferência para a Gresini representa um recomeço na carreira após quatro temporadas frustrantes na Honda. O campeão mundial de 2020 disse estar “faminto” pelo novo desafio, classificou a equipe italiana como a melhor opção para a próxima fase da carreira e admitiu ter se inspirado na trajetória de Marc Márquez ao deixar a fabricante japonesa.

Em entrevista ao site oficial da MotoGP, Mir explicou que a indefinição da Honda sobre o projeto para a futura era dos motores de 850 cc pesou na decisão de aceitar a proposta da Gresini. O espanhol assinou contrato até o fim de 2028 e acredita que encontrou o ambiente ideal para voltar a disputar vitórias.

“Como podem imaginar, é um passo muito natural a se dar. Estou muito feliz. Acho que a Gresini é um lugar excelente. Creio que eles buscavam algo muito parecido comigo e juntos podemos elevar um pouco o nível. Depois de quatro anos difíceis onde estou agora, estou faminto para dar esse novo passo. Acho que a Gresini era a melhor opção. Todos os pilotos que passaram por lá tiveram sucesso. Isso transmite muita confiança. Estou ansioso por isso”, afirmou.

Ao comentar a mudança, Mir reconheceu que teve como referência o caminho seguido por Marc Márquez, que deixou a Honda para defender a Gresini antes de retornar ao topo da MotoGP. O espanhol também destacou que, apesar dos resultados decepcionantes, jamais deixou de acreditar no trabalho desenvolvido pela fabricante japonesa.

Joan Mir não escondeu ansiedade em trocar Honda pela Gresini em 2027 (Foto: Honda)

“Aquela foi uma mudança muito parecida com a que estarei fazendo em breve. Foram quatro anos muito difíceis aqui, mas também quatro anos em que nunca desistimos. Também acompanhamos o esforço da equipe ao longo desses anos, mesmo quando os resultados não vinham. Acho que esse legado permanecerá aqui, e isso será incrível”, ressaltou.

Mir também revelou que a possibilidade de voltar a trabalhar com Frankie Carchedi foi um dos fatores determinantes para aceitar a proposta da Gresini. Os dois já dividiram a mesma garagem no passado, e o piloto acredita que essa relação permitirá acelerar a adaptação ao novo projeto.

“Como você pode imaginar, isso desempenhou um papel importante na minha decisão, porque conheço o Frankie de longa data e tivemos muito sucesso juntos. Para o ano que vem, acho que já temos muito trabalho adiantado, conhecendo-o como conheço. Então, tudo isso é ótimo”, concluiu.

MotoGP está de férias e só volta a acelerar entre os dias 7 a 9 de agosto, com o GP da Grã-Bretanha, 12ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.