Jorge Martín afirmou que a luta pelo título contra Marco Bezzecchi tem feito dele um piloto melhor. O espanhol revelou que trabalha “três vezes mais” para conseguir vencer o companheiro de Aprilia e prometeu empenho para seguir na disputa até o fim da temporada.

No GP da Itália de domingo (31), Martín conseguiu o segundo lugar, derrotado apenas por Bezzecchi. Com o resultado, o italiano agora tem 17 pontos de frente na luta pelo Mundial de Pilotos.

“Estou muito feliz e, antes de mais nada, quero parabenizar Marco pela corrida fantástica e pela estratégia, pois hoje eu dei 100% e não foi o suficiente”, disse Martín. “Na quarta-feira, nós estivemos em Pontedera, onde assistimos a equipe da Piaggio trabalhar, e acho que foi um bom impulso para nós da família Aprilia”, comentou.

“Dei tudo de mim. Cometi alguns erros na largada e acho que foi ali que perdi a chance de brigar pela vitória. Ainda assim, acredito que estou no caminho certo e estou sempre tentando melhorar. Marco está me fazendo forçar os meus limites mais e mais para tentar melhorar e batê-lo, mas eu tive uma boa performance”, avaliou.

Marco Bezzecchi e Jorge Martín formaram dobradinha da Aprilia em Mugello (Foto: Aprilia)

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Questionado sobre qual a sensação de dar um 1-2 a Aprilia na casa da Ducati no ano em que a marca rival celebra o centenário, Martín respondeu: “Me sinto bem independente disso, já que não significa muito para mim. No fim, foco em mim e em como me sinto. Estou melhorando ― sempre tento ― e a verdade é que estou feliz por Marco, pois este pódio foi impressionante. Está claro que a torcida não era muito para mim, mas foi fantástico vê-lo e viver a emoção daquele momento. Realmente gostei. Também foi bom ouvir o hino nacional, e estou feliz por ele, pois foi uma experiência incrível. Pecco também ficou feliz por mim quando venci o Mundial. O fato de eu ter perdido a corrida não me impede de ficar feliz pelo meu companheiro de equipe, que deu tudo de si assim como eu fiz”.

“Preciso seguir fazendo o meu: tem duas ou três áreas em que quero melhorar, pois não me senti completamente confortável”, indicou. “Na classificação, estou melhorando aos poucos, pois fiquei perto da pole, mas, na corrida, a moto estava muito instável e tive alguns problemas que preciso resolver se eu quiser lutar por vitórias”, reconheceu.

Ainda, Martín foi mais específico ao relatar as áreas em que ainda sente que precisa melhorar na MotoGP.

“Ainda me falta confiança, especialmente um pouco na entrada de curva. O freio motor também não está muito certo ainda. Precisamos melhorar um pouco a eletrônica e a classificação também. Essas são as três áreas em que quero focar. Não quero focar em muitas coisas, ou não vou melhorar nenhuma delas. Mas acho que estamos progredindo, o que é bom”, avaliou.

Mesmo feliz pelo resultado de Bezzecchi, Martín cedeu mais pontos para o companheiro de equipe na briga pelo título.

“Gostaria de ter terminado em primeiro hoje e colocado um piloto entre nós. Qualquer coisa que eu puder tirar de Marco vai ser sempre positivo, mas acho que em Mugello, uma das melhores pistas dele, terminar em segundo é um resultado positivo”, ponderou. “Preciso seguir nessa direção. Graças a Marco, estou forçando meus limites a outro nível, pois estou trabalhando três vezes mais duro para batê-lo. Nunca tive um companheiro de equipe que me forçasse como Marco, pelo menos durante os meus anos na MotoGP, e isso está me ajudando a melhorar”, avaliou.

Por fim, o #89 explicou a diferença de lutar contra Bezzecchi, como faz neste ano, e contra Bagnaia, com quem disputou o título em 2023 e 2024.

“É diferente, pois Bezzecchi é uma pessoa diferente e um piloto diferente, mas, no fim, é bastante parecido: eu tinha uma moto de fábrica idêntica a de Pecco naquela época. É verdade que estávamos em equipes diferentes, enquanto agora estou na mesma garagem e nós nos vemos de manhã e a noite. É um pouco estranho, mas temos uma boa relação. Isso é importante, e foi a mesma coisa com Pecco. Ainda que sejamos rivais na pista e oponentes, acho que é importante ajudarmos um ao outro para batermos os outros. Aí vamos brigar pelo que está em jogo”, pontuou. “Vou dar tudo de mim e lutar pelo título até não ter mais chances matemáticas, mas pensar nisso não me faz nenhum bem. O que eu preciso fazer é trabalhar duro todo dia, levantar e passar seis ou sete horas treinando e recuperando. Treinar o mais forte que puder pode me levar a lutar pelo título até o fim do ano ou não, mas vou seguir fazendo isso de qualquer forma”, encerrou.

A MotoGP volta a acelerar entre 5 a 7 de junho, em Balaton Park, para o GP da Hungria, oitava etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.

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