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KTM se preocupa com reputação no mercado, mas estuda saída da MotoGP em 2026

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KTM se preocupa com reputação no mercado, mas estuda saída da MotoGP em 2026

A KTM vive uma grande crise financeira e pode sair da MotoGP após a temporada 2025, a menos que encontre um comprador até o período. A montadora austríaca ainda deve deixar o grid de Moto2 e Moto3 no futuro

Pedro Luis Cuenca

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A crise da KTM segue intensa e ganhando contornos cada vez mais dramáticos para o futuro. Apesar da montadora austríaca ter garantido presença na MotoGP em 2025 e prometido desenvolvimento, a temporada pode ser a última na classe rainha do Mundial de Motovelocidade.

De acordo com a publicação austríaca Der Standard, o administrador judicial que cuida das finanças atualmente afirmou que a KTM é bem vista no mercado, então há potencial para economias, inclusive na área de esportes a motor. Em 2023, por exemplo, a fábrica gastou €95 milhões — cerca de R$ 613 milhões.

A publicação destaca que a temporada 2025 do Mundial de Motovelocidade deve ser disputado pela KTM normalmente, mas que depois a situação deve mudar, com saída das três principais categorias do campeonato.

“A partir de 2026, a KTM quer sair do esporte a motor, especialmente de MotoGP, Moto2 e Moto3“, destacou. Vale ressaltar que a montadora possui participação em outros certames, como ralis.

KTM garante que projeto na MotoGP segue normalmente (Foto: Gold & Goose/Red Bull Content Pool)

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A questão é que a KTM possui acordo com a Dorna, detentora dos direitos comerciais da MotoGP, para participação até o fim da temporada 2026. O mesmo envolve os contratos dos quatro pilotos atuais: Brad Binder, Pedro Acosta, Enea Bastianini e Maverick Viñales.

A saída da KTM do grid apenas em 2026, segundo o jornal, é para evitar um “significativo dano na reputação” da fábrica. Recentemente, o nome de Lewis Hamilton, heptacampeão da Fórmula 1, foi colocado como possível comprador da montadora, inclusive com “conversas concretas”.

De acordo com a publicação austríaca Der Standard, a KTM deve para 1.630 credores, incluindo quase 180 bancos, totalizando um montante de € 796 milhões (aproximadamente R$ 5,2 bilhões). No início da semana, o administrador judicial responsável pelo processo de insolvência da companhia anunciou a venda da fatia de 51% das ações da marca na MV Agusta.

MotoGP volta a acelerar entre 5 e 7 de fevereiro de 2025 para os primeiros testes de pré-temporada, em Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.