A MotoGP chegou à Austrália cercada de expectativas para a briga pelo título, mas a sexta-feira (18) começou de um jeito diferente, com motos paradas nos boxes e o safety-car acelerando sozinho em uma pista encharcada. A chuva, assim como no ano passado, voltou a ser um fator importante para embaralhar as cartas em Phillip Island. Durante a tarde tudo mudou, no entanto, com um veterano e dominante Marc Márquez colocando ordem na casa.
O espanhol não precisa de apresentações com a bela e traiçoeira pista australiana, pois já venceu três vezes na MotoGP e ainda conquistou um outro triunfo nas 125cc — atual Moto3. O fato do circuito ser no sentido anti-horário facilita muito a vida de Marc, que costuma ser letal nessas situações.
A tarde australiana foi mais pacífica. Depois de toda a enrolação do TL1 e sem chuva — até com um tímido sol tentando sair entre nuvens —, a MotoGP finalmente acelerou. Marc Márquez mostrou-se veloz desde o início e não deu chances para os concorrentes, cravando 1min27s770. Apesar disso, alguns ainda se arriscaram e bater de frente, mesmo sem sucesso.
Por mais que a pista seja favorável a seu estilo de pilotagem, o piloto da Gresini notou que o fim de semana mais curto e os riscos vindos do céu serão determinantes para um bom resultado, mas também do chão com o novo asfalto. Por isso, apesar de ter uma boa vantagem no primeiro dia, confia em uma reviravolta dentro do grid para a classificação e, principalmente, para a corrida sprint deste sábado (19).

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“Um dos pontos fortes da minha condução é entender rapidamente as condições. Agora vamos ver qual será minha margem de melhora. Em Aragão, comecei com mais de meio segundo de vantagem, aqui foi apenas um décimo”, destacou o espanhol.
“Não entendo porque esticaram tanto a sessão da manhã. Acredito que amanhã os demais vão se aproximar, especialmente [Jorge] Martín”, acrescentou.
Jorge Martín, aliás, pinta como um bom adversário de Márquez neste fim de semana. Líder do campeonato, fez boa corrida no ano passado e por pouco não saiu com a vitória, perdendo-a na volta final. Agora, começou o dia com uma queda estranha, mas conseguiu rapidamente se recuperar e ainda fechar na quarta colocação.
“O acidente foi um pouco estranho porque estava muito lento. Pode ser que os freios estivessem frios e a moto não freou como deveria. Logo, não quis acertar o Fabio [Quartararo] e por isso caí”, disse o piloto da Pramac.

“Sabia que a possibilidade de chuva estava ali. Ao cair, não digo o que senti porque, além de tudo, a segunda moto estava configurada para pista molhada. Mesmo assim, a equipe fez um trabalho fantástico”, completou.
A previsão para este sábado não parece aliviar os pilotos da MotoGP, com chance de chuva novamente, ainda que não seja durante as atividades de pista. Quem deve dar as caras, no entanto, é o vento. Há a possibilidade rajadas de 35 km/h, que podem dificuldade a pilotagem dos competidores e levar novamente o caos para a pista australiana. Vai ser, como em 2023, um fim de semana de sobrevivência e totalmente imprevisível.
A MotoGP tenta voltar à pista nesta sexta-feira (18), a partir de 20h10 (de Brasília), para a definição do grid de largada do GP da Austrália, em Phillip Island, 16ª etapa da temporada 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.