Marc Márquez preferiu diminuir o peso do resultado do GP de Aragão para a disputa pelo título da MotoGP 2026. Sete vezes vencedor no circuito espanhol e dominante nas duas últimas edições, o piloto da Ducati reconheceu a importância de somar o máximo de pontos que for possível, mas afirmou que o campeonato não será decidido neste fim de semana.
O #93 chega a Aragão precisando pontuar, depois de terminar o GP da Grã-Bretanha em sétimo, quase 10s atrás do vencedor, e agora retorna a um dos circuitos mais favoráveis da carreira desde a mudança para Borgo Panigale.
“Não é preciso pintar como vida ou morte, não é assim. Mas é verdade que, se queremos ter uma mínima possibilidade de ganhar o Mundial, nos circuitos em que teoricamente somos favoritos, precisamos conseguir o máximo de pontos possível. O máximo são 37 e, se não for possível conseguir todos, os que forem possíveis. Mas isso é no papel. Precisamos ver durante a sexta-feira e o sábado onde estaremos e onde estarão as Aprilia”, disse o catalão, durante entrevista coletiva.
Márquez reforçou, ainda, que o objetivo será extrair o máximo da moto durante o fim de semana para tentar chegar à vitória na corrida principal. “Vamos tentar dar 100% e administrar o fim de semana da melhor maneira possível para tentar lutar pela vitória no domingo”, completou.

O resultado ruim em Silverstone também teve relação direta com a condição física de Marc Márquez. O espanhol revelou que ficou especialmente irritado após a corrida de domingo porque não conseguiu pilotar como gostaria e explicou que o braço direito voltou a limitar o desempenho.
“Em Silverstone, eu estava bastante irritado porque não consegui pilotar como sempre. Esperava chegar depois das férias melhor do que cheguei, por causa dos treinos e da academia. Mas, quando acordei no domingo, já percebi que não conseguia e que precisava ir com calma”, avaliou. “É consequência das sete operações que tenho no braço”, completou Marc.
Marc também brincou com a exposição do problema físico em um conteúdo publicado pela Ducati, afirmando que não costuma falar sobre a lesão, mas acabou tendo o assunto novamente colocado em evidência.

“Sou quem tenta falar menos sobre esse assunto, sobre a lesão no braço, mas no ‘Inside Ducati‘ me pegaram e agora voltamos a falar disso. Tentamos administrar a parte física da melhor maneira possível. Por mais que eu não queira falar, existe uma coisa óbvia: passei por muitas operações neste braço direito, sete, desde o úmero até o ombro, e isso é sentido. Diante do que o físico não alcançar, a mente precisa alcançar”, acrescentou.
“Um piloto sempre espera mais, mas estou bem. Pelo menos o braço não falha inesperadamente, o que já é muito. Sinto que ele se cansa, mas não existem as desconexões do começo da temporada que me faziam cair. Agora piloto com mais tranquilidade e constância em cima da moto”, concluiu.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 28 a 30 de agosto para o GP de Aragão, 13ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.