Jorge Martín lamentou o retorno da síndrome compartimental durante o GP de San Marino, disputado no último domingo (13), em Misano, mas colocou em dúvida a realização de uma nova cirurgia para tratar o problema. O espanhol da Aprilia afirmou que não possui tempo suficiente para passar pelo procedimento neste momento da temporada e terá de avaliar a condição física antes de tomar uma decisão definitiva.
Em entrevista com jornalistas após a corrida, Martín revelou que o problema causou dificuldades adicionais na prova em que chegou a liderar contra Marc Márquez. Contudo, o piloto da Aprilia acabou perdendo rendimento e fechou somente na quinta colocação, resultado que custou a liderança no mundial de MotoGP.
“Tive um grande problema de síndrome compartimental. Infelizmente, perdemos uma grande oportunidade hoje. Estava me sentindo muito bem, comecei de forma excelente. Pensei que o Marc [Márquez] fosse abrir vantagem logo de cara, mas depois voltei a alcançá-lo e assumi a liderança. Depois disso, cheguei até a abrir vantagem significativa contra ele. Estava num bom ritmo, sem forçar muito e, mesmo assim, abrindo distância”, afirmou.
“No entanto, comecei a ter problemas nas frenagens e cada volta era pior que a anterior para acelerar. No final da corrida, não conseguia fazer nada, estava completamente sem controle da moto. É uma pena, esse problema com certeza surgiu hoje. Tive algumas dificuldades durante o fim de semana, mas não esperava que isso fosse se tornar o principal problema da corrida”, explicou.

Martin não sofria com problema de síndrome compartimental desde 2019, justamente quando passou pela última cirurgia para tratar o problema. Por isso, o piloto aproveitará o GP da Áustria, na próxima semana, para avaliar se a questão pode ser controlada sem a necessidade de uma nova operação.
“Agora não tenho tempo para fazer nada. Preciso me recuperar bem e tentar manter foco na Áustria, mas certamente precisamos entender o que fazer depois, se preciso passar por uma cirurgia ou não, pois agora há muitas corridas em sequência. Tive isso [síndrome compartimental] em 2019 e passei por uma cirurgia. Depois disso, nunca mais tive esse problema”, ressaltou.
“Tenho noção de outros pilotos que, depois de alguns anos, voltaram a sofrer com essa síndrome e talvez tenham precisado passar por uma nova cirurgia. Talvez seja meu caso, talvez não. Tentarei ver essa situação com os médicos, ouvir sobre o tempo de recuperação e ver o que posso fazer, pois não quero perder oportunidades”, concluiu.
A MotoGP volta a acelerar de 18 a 20 de setembro no GP da Áustria, 15ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.