Jorge Martín discordou da avaliação feita pela Aprilia sobre o acidente da primeira curva do GP da Hungria e afirmou que o incidente não foi causado por erro de pilotagem. O espanhol se envolveu em uma forte batida logo após a largada em Balaton Park, que também tirou Fermín Aldeguer, Raúl Fernández e o líder do campeonato, Marco Bezzecchi, da disputa. Fabio Di Giannantonio também foi atingido, mas conseguiu retornar à corrida dentro da zona de pontos.
Após a prova, diferentes fatores foram apontados como possíveis causas do acidente. Entre eles estava um erro no ponto de frenagem de Martín, interpretação defendida pelo chefe da equipe de Noale, Massimo Rivola. O piloto, porém, rejeitou essa leitura ao comentar o episódio antes do GP da Tchéquia.
“Sinceramente, acho que não fiz nada de estranho. Assim que toquei no freio, perdi a dianteira e aliviei um pouco a pressão. Mas, certamente, naquela curva de primeira marcha, assim que aliviei a frenagem, fiquei muito mais rápido do que os demais. Tentei frear de novo e então perdi mais um pouco da dianteira. Depois perdi completamente o controle. Naquele momento, realmente esperava conseguir recuperar o controle, mas foi impossível”, resumiu Martín.
“Foi um acidente muito assustador, mas felizmente ninguém sofreu lesões graves e todos podemos correr aqui”, acrescentou.

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Questionado sobre as declarações de Rivola após a corrida na Hungria, Martín evitou polemizar. “No fim das contas, é a opinião dele. Não posso compartilhar a opinião de todo mundo. Cada pessoa tem a própria opinião. Mas, como disse antes, fui o primeiro a não querer bater em ninguém. Sinto muito pelas equipes. Só quero aprender com esse erro”, pontuou o espanhol.
“Mas isso é corrida. Às vezes eu cometo erros, às vezes cometem erros comigo, às vezes outros pilotos se envolvem em acidentes com outros pilotos. O importante para mim é aprender e o fato de que, felizmente, nada de mais grave aconteceu”, completou.
Martín também apontou o asfalto da primeira curva como um dos fatores que contribuíram para o acidente. O trecho havia sido recapeado após a etapa do WSBK (Mundial de Superbike) disputada no circuito no início de maio.

“Com certeza, o asfalto foi um desastre completo na curva 1”, criticou. “É engraçado porque, na Comissão de Segurança, eu dizia que deveriam aplicar punições mais severas a quem provocasse acidentes na curva 1. Então fui o primeiro a não querer que isso acontecesse. Mas isso é corrida e só precisamos aprender com os erros.”
Outro tema debatido após a prova foi o papel dos dispositivos de largada em acidentes na primeira curva. Alguns pilotos, entre eles Diogo Moreira, defenderam que o sistema torna a frenagem mais difícil logo após a partida. Martín concordou e acredita que a retirada desses dispositivos ajudaria a reduzir os riscos.
“Acho que isso ajudaria. É difícil entender exatamente o quanto melhoraria a situação, mas certamente, quando fazemos a volta de aquecimento sem o dispositivo dianteiro, é possível sentir a dianteira”, analisou.
“Quando a corrida começa, assim que você freia, tudo fica muito estranho e é realmente difícil parar a moto. Espero que isso represente uma melhora em termos de segurança”, concluiu Martín.
A MotoGP volta a acelerar entre 19 a 21 de junho, em Brno, para o GP da Tchéquia, nona etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.
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