A MotoGP não ficou parada após o forte acidente que marcou o GP da Áustria da semana passada. Às vésperas do GP da Estíria, o Mundial optou por aumentar a proteção inflável da curva 3 do Red Bull Ring na tentativa de impedir um acidente como o do último dia 16.
Ainda na nona volta da corrida, Johann tentou passar Franco Morbidelli se valendo da superioridade do motor Ducati. Ao contornar a curva 2, o francês se colocou à frente do ítalo-brasileiro e, na sequência, freou para preparar a entrada na Remus, uma curva de 90°. Sem ter como reagir, Franco colidiu com a GP19 e caiu, junto com Zarco.

A YZR-M1 da SRT escorregou pelo trecho de grama e, em um desnível do piso, acabou catapultada, passando entre os dois companheiros de Yamaha. A Ducati de Johann, por sua vez, cortou a área de escape sem perder muita velocidade na brita e reencontrou Maverick Viñales e Valentino Rossi, que tinham acabado de contornar o ápice da curva.
Por conta do acidente, a MotoGP optou por estender o air fence na curva 3 em uma tentativa de criar um bloqueio que possa impedir uma situação semelhante.
Apesar do susto, os pilotos escaparam de lesões mais sérias. Zarco, porém, passou por uma cirurgia na quarta-feira após exames indicarem uma fratura no escafoide do punho direito. O piloto da Avintia vai depender da aprovação dos médicos para poder correr.
Além disso, nesta quinta-feira, Zarco e Morbidelli serão ouvidos pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo). A entidade alegou que faltou tempo na semana passada e, por isso, adiou o encontro para o fim de semana do GP da Estíria.