A MotoGP caminha para anunciar nos próximos dias o cancelamento definitivo do GP do Catar em 2026 por causa da instabilidade geopolítica no Oriente Médio. A categoria também não deve buscar uma etapa substituta, o que deixaria o calendário deste ano com 22 corridas após a retirada definitiva da prova prevista originalmente para abril.

De acordo com informações do site The Race, apuradas junto a representantes da categoria durante o GP de Aragão, existia uma alternativa para compensar a saída do Catar: realizar uma rodada dupla no circuito de Sepang, na Malásia. O plano, porém, está encaminhado para ser descartado, deixando o calendário com 22 etapas.

O GP do Catar estava inicialmente previsto para abril, mas o conflito armado na região, em meio aos confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, impediu a realização da corrida no primeiro semestre. A MotoGP decidiu adiar a etapa para novembro, mas a permanência da instabilidade na região tornou a realização da prova novamente incerta.

A mudança inicial no calendário já havia provocado uma reorganização da reta final da temporada. Com a transferência do Catar para novembro, logo após o GP da Malásia, as duas últimas etapas, em Portugal e Valência, foram adiadas em uma semana.

Recentemente, surgiram indicações de que a corrida ainda poderia ser realizada. No último fim de semana, Stefano Domenicali, chefe da Fórsemula 1, afirmou que a categoria conseguiria encerrar a temporada conforme o planejamento, com provas no Catar e em Abu Dhabi. A declaração, porém, não teria representado um anúncio oficial ou planejado sobre a situação do GP do Catar.

Rodada dupla na Malásia está próxima de ser descartada pela MotoGP (Foto: Divulgação)

A possibilidade de cancelamento também ganha força diante da postura adotada pela própria MotoGP, que não parece disposta a recorrer novamente a uma solução alternativa para preencher a data. Caso a decisão seja confirmada, o campeonato será encerrado com 22 etapas.

O cenário também já começa a afetar o planejamento da temporada 2027. Carlos Ezpeleta, novo vice-CEO da MotoGP, afirmou que o calendário do próximo ano ainda não está definido justamente por causa das questões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio.

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