Diretor-executivo do Grupo MotoGP Sport Entertainment ― a antiga Dorna ―, Carmelo Ezpeleta reconheceu que é “difícil” que a MotoGP consiga ir ao Catar na data prevista no calendário deste ano. Dirigente ponderou, porém, que ainda resta tempo antes de tomar uma decisão.
Nos últimos dias, os Estados Unidos e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã, marcando uma escalada militar significativa no Oriente Médio. A operação, iniciada no último sábado (28), teve como alvo instalações militares iranianas, incluindo sítios de mísseis, defesas antiaéreas e centros de comando da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC), segundo o comando militar dos EUA.
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O Irã, em retaliação, declarou que todos os alvos militares dos EUA e de Israel na região eram legítimos para ataques e lançou uma onda de mísseis e drones contra bases americanas espalhadas pelo Golfo, atingindo países como Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein e Catar. A escalada resultou em centenas de mortes e feridos no Irã e um clima de tensão internacional, com críticas à legalidade da ação no Conselho de Segurança da ONU e avisos de possível conflito mais amplo caso a diplomacia não seja restabelecida.
Após os ataques iniciais dos EUA e Israel contra o Irã, as defesas antiaéreas do Catar interceptaram uma série de mísseis e drones lançados pelo Irã em retaliação. O governo local afirmou que neutralizou essas ameaças e não houve danos significativos à infraestrutura ou grandes vítimas civis, embora algumas pessoas tenham se ferido por destroços.
O Ministério da Defesa e o Ministério das Relações Exteriores do Catar condenaram os ataques iranianos, definindo-os como violações da soberania nacional e ressaltaram que a prioridade deveria ser uma desescalada e retorno à negociação diplomática para preservar a estabilidade regional.
Na esteira do confronto, o Mundial de Endurance da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) ― o WEC ― cancelou os 1.812 km do Catar, primeira etapa da temporada, que estava marcada para acontecer entre os dias 26 e 28 de março.
O circuito de Lusail deve receber o Mundial de Motovelocidade entre os dias 10 e 12 de abril, mas o conflito no Oriente Médio levou incerteza ao calendário.
Agora, Ezpeleta admite que é difícil que a etapa catari ocorra na data prevista orginalmente, mas ainda não confirma o cancelamento da prova.
“Teria a possibilidade de voltarmos em outra data? Tranquilo. Sempre temos um plano B”, disse Ezpeleta durante um evento em Madri. “É preciso esperar. Não posso dizer agora que não iremos. Estamos falando com o Catar desde o que aconteceu no domingo e tomaremos uma decisão. É difícil que a gente vá ao Catar em 12 de abril, mas não posso dizer que não iremos”, seguiu.
O dirigente descartou, contudo, uma transferência para outro circuito. O espanhol deixou claro que é mais provável encaixar o GP do Catar em outra data.
“Ir a outro lugar, garanto que não. Encaixar depois do calendário? Nós somos muitos bons em fazer calendário. Evidentemente, logo saberemos. Estamos esperando que eles nos digam algo. Ainda há tempo”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 20 e 22 de março, com o GP do Brasil, em Goiânia, para a 2ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.
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