Fabio Quartararo acompanhou Francesco Bagnaia e reconheceu que os pilotos erraram por sequer cogitarem usar o pneu duro em Motegi. O francês avaliou que os competidores foram “estúpidos” e avaliou que teria conseguido um melhor desempenho até mesmo na classificação.
Às vésperas da etapa deste ano, o circuito de Motegi foi completamente recapeado. Por conta do novo asfalto, a Michelin decidiu reforçar a alocação de pneus, disponibilizando três tipos de pneus traseiros.
O macio e o médio tinham uma construção simular à utilizada nos anos anteriores, mas o duro é de uma carcaça reforçada, como a que foi usada em Buriram e também no Red Bull Ring. Os pilotos, contudo, encararam esse pneu como um plano de emergência e não usaram nem na sexta e nem no sábado.
Durante a corrida sprint, porém, muitos pilotos sofreram com bolhas nos pneus macios e médicos, o que forçou a Michelin a remover o macio da lista de opções e recomendar o uso do duro.

Por causa disso, as equipes pressionaram para que o warm-up tivesse o tempo duplicado, permitindo o teste com pneu duro, que acabou sendo a escolha única da corrida.
“Sinceramente, acho que fomos um pouco estúpidos em não considerar este pneu”, disse Quartararo. “Acho que para o tempo de ataque, especialmente para nós, o duro teria sido até melhor que o macio, pois na saída de algumas curvas, a moto estava oscilando durante a classificação e, com essa carcaça, isso acontecia muito menos. Acho que poderíamos ter usado um pouco mais de potência”, seguiu.
“Mas foi divertido, pois ninguém usou e, no fim, era o melhor pneu. Então foi uma loucura”, admitiu.
Ainda, Fabio explicou que, assim como já tinha acontecido em Misano, voltou a ter problemas com o consumo de combustível.
“Tive problemas com o combustível a partir da volta sete”, contou Quartararo. “Poderia ser muito mais rápido, mas, infelizmente, tive de cuidar muito do acelerador. Da curva 2 para a 3, usava só 70% do acelerador, 70% na reta oposta e 70% na reta principal. Podia ser muito mais rápido, mas, infelizmente, tive isso. Estou feliz com a minha pilotagem, o que é o mais importante”, acrescentou.
“Não sei se a equipe esperava ter menos consumo de combustível, mas eu pelo menos não esperava ter esse problema, especialmente no início, quando estava no vácuo de [Brad] Binder. Não estava tão longe e foi bem cedo. Mesmo no vácuo, tive de fechar [o acelerador], então perdi. E sem o vácuo foi ainda pior. Infelizmente, foi parte da corrida”, concluiu.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 9 e 11 de outubro, em Mandalika, para o GP da Indonésia, 17ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.
MotoGP hoje: perguntas frequentes
Quando é a próxima corrida da MotoGP?
O GP da Indonésia acontece neste domingo, 11 de outubro, em Mandalika. A largada está marcada para as 4h, no horário de Brasília.
A que horas é a sprint da MotoGP na Indonésia?
A sprint começa às 4h de sábado, 10 de outubro, no horário de Brasília. A classificação para as duas corridas acontece antes, durante a madrugada.
Quem lidera o campeonato da MotoGP 2026?
Jorge Martín lidera com 333 pontos, apenas dois à frente de Marc Márquez, que soma 331. O GP da Indonésia oferece até 37 pontos entre sprint e corrida principal.