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Bubba Wallace (Foto: Nascar)
Nascar

Nascar diz que descartar ato racista é “melhor resultado” e defende investigação

A investigação da Nascar sobre um suposto ato racista contra Bubba Wallace concluiu que, na verdade, não houve nada: o nó de forca estava na garagem desde 2019. A categoria, entretanto, olha o lado positivo e celebra não ter culpados em seu paddock

Redação GP

Publicado em

O caso do nó de forca na garagem de Bubba Wallace teve uma reviravolta nas últimas 24 horas, com a investigação do FBI concluindo que não houve ataque racista em Talladega. Afinal, o símbolo estava na garagem desde 2019, muito antes de se saber que o #43 estaria naquela garagem oito meses depois. A conclusão deixou parcela do público inquieta, mas a Nascar afirma: saber que não houve tal manifestação foi “o melhor resultado” possível.

“Para nós na Nascar, esse é o melhor resultado que poderíamos esperar”, disse Steve Phelps, presidente da Nascar. “Foi perturbador ouvir que talvez um de nós tivesse cometido um ato assim. É fantástico ouvir do FBI que definitivamente não foi um crime de ódio”, seguiu.

O nó de forca, mesmo que não fosse direcionado a Wallace ou a qualquer pessoa em particular, criou clima de comoção na Nascar. Sob a impressão de que o único piloto preto da categoria foi vítima de injúria racial, a categoria fez questão de se posicionar. Pilotos e mecânicos acompanhar Bubba em manifestação antes da prova em Talladega.

A Nascar apoiou Bubba Wallace após o suposto ataque racista (Foto: Reprodução)

Mesmo que o motivo para tudo isso tenha sido infundado, a Nascar não se arrepende. Era necessário, muito mais do que se posicionar, buscar possíveis culpados do crime de racismo.

“A equipe do #43 não teve nada a ver com isso. A evidência é muito clara de que o nó estava na garagem anteriormente. A última corrida que tivemos lá foi em outubro e o nó estava presente, mas é fato que não foi visto até um membro do #43 o encontrar. Ainda não tínhamos voltado à garagem e só voltamos para um show de um dia. Um funcionário entrou, viu o nó e avisou o chefe de equipe, que foi até a Nascar. Aí começamos a investigação. Sendo claro, faríamos isso novamente. Pelas evidências que tínhamos, estava claro que precisávamos checar isso”, encerrou Phelps.

Wallace ficou em evidência na Nascar nas últimas semanas. O piloto se posicionou em meio aos protestos antirracistas que sacodem os Estados Unidos nas últimas semanas, consequência do assassinato de George Floyd. Além disso, Bubba também capitaneou o movimento para banir a bandeira confederada, símbolo supremacista branco, dos autódromos da Nascar. A categoria acatou e confirmou o veto.