A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou, nesta sexta-feira (31), a venda dos direitos comerciais do Mundial de Rali (WRC) e do Campeonato Europeu de Rali (ERC). A empresa de tecnologia e serviços automotivos Cosmobilis e o fundo de investimentos Park Square Capital compraram, de forma oficial, a WRC Promoter GmbH.

O acordo trará investimentos significativos para a modalidade, com a intenção de ajudar a fortalecer e expandir o portfólio de automobilismo mundial nos próximos anos. O desejo é que o WRC se torna mais acessível, competitivo e lucrativo.

“Este é verdadeiramente o acordo do século para o rali, e tenho orgulho de anunciar este passo transformador e níveis de investimento sem precedentes. Ele não só trará benefícios reais para os fãs, competidores e nossos clubes membros em todo o mundo, como também demonstra confiança no futuro do nosso esporte, à medida que sua popularidade global continua a crescer”, declarou Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA.

No comunicado oficial, a FIA diz que Cosmobilis e Park Square Capital desenharam planos ambiciosos para levar o WRC e o ERC a um novo patamar, colocando os fãs no centro do esporte e tornando o rali “mais emocionante, acessível e envolvente”, através de uma narrativa mais impactante, distribuição aprimorada e novos conteúdos multiplataforma.

A nova promotora trouxe uma equipe de especialistas e colocou Éric Boullier, ex-chefe de Renault e McLaren na Fórmula 1, como o novo CEO.

Sami Pajari (Foto: WRC)

2027 será um ano importante para o Mundial de Rali, com a introdução de um novo regulamento técnico desenhado para ser mais sustentável e flexível, buscando novas montadoras. Os carros serão desenvolvidos com um teto de € 345 mil euros (R$ 2,2 milhões na cotação atual), com potência de 290 cv e construídos em um chassi tubular, com comprimento mínimo de 4100 mm e máximo de 4300 mm. A largura máxima é de 1875 mm, e a distância entre eixos é mínima de 2600 mm, com altura mínima de 1270 mm.