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Equipes se unem e apoiam Stock Car por “cumprir regras” em caso contra Bandeiras
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Equipes se unem e apoiam Stock Car por “cumprir regras” em caso contra Bandeiras

Na esteira da saída da Scuderia Bandeiras, parte das equipes do grid utilizou seus perfis nas redes sociais para apoiar a Stock Car por promover o cumprimento das regras

Bernardo Castro

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Parte das equipes do grid da Stock Car utilizou seus perfis nas redes sociais para demonstrar apoio à categoria e às medidas que visam “promover o cumprimento dos regulamentos técnico e desportivo do campeonato”. A manifestação veio na esteira da saída da Scuderia Bandeiras do grid.

Na quarta-feira (1º), a Scuderia Bandeiras, de propriedade de Átila Abreu, alegou “insegurança jurídica” e a “deterioração” da relação com a Vicar, promotora da Stock Car, comandada por Lincoln Oliveira, como alguns dos motivos da separação. A decisão veio após o julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que manteve, por unanimidade, por 5 votos a 0, as punições aplicadas a Rubens Barrichello e Nelsinho Piquet na etapa de Interlagos.

A notícia caiu como uma bomba no paddock da Stock Car e gerou reações. A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), por exemplo, lamentou o ocorrido e reforçou que “confia na atuação responsável da categoria”. Entre as equipes que se manifestaram estão TMG, AMattheis, Cavaleiro Sports, Car Racing, Full Time, Crown e Albatroz, que publicaram mensagens em defesa da categoria.

“As equipes da Stock Pro Series vêm a público manifestar nosso apoio a todas as medidas que tenham como objetivo promover o cumprimento dos regulamentos técnico e desportivo do campeonato. Com 47 anos de história, a Stock Pro é reconhecida por ser um dos campeonatos mais disputados do mundo, característica devida justamente a um regulamento desenhado para fomentar a competição e o fair play”, disse o comunicado compartilhado nas redes sociais.

“O respeito a esse documento norteou a construção do que há décadas é a principal categoria brasileira e uma das mais admiradas do mundo. Por isso, todas as equipes repudiam qualquer iniciativa que vise gerar vantagem competitiva burlando essas regras, que são conhecidas e aprovadas por todos os envolvidos. Agradecemos à CBA, e também à Vicar, em seu papel de promotora da competição, pela defesa desses princípios que são extremamente valiosos para todos nós”, concluiu o comunicado.

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Carlos SG, que comandou a breve passagem da SG28 pela Stock Car até a equipe ser retirada do campeonato após a segunda etapa da temporada 2026, também utilizou o perfil nas redes sociais para apoiar Átila Abreu.

“Decisões difíceis, muitas vezes, são necessárias para a evolução do setor. Nem sempre é fácil, nem sempre é entendido de imediato por todos. Mas é necessário. Boa sorte nos próximos projetos”, disse Carlos.

A Scuderia Bandeiras deixou o grid da Stock Car (Foto: José Mario Dias)

A novela envolvendo a Stock Car e a SG28 começou a se desenrolar quando a equipe anunciou no final de fevereiro que havia fechado com a colombiana Tatiana Calderón para formar dupla ao lado de Bruna Tomaselli. Felipe Barrichello Bartz também faria parte do grupo na classe principal após o título na Stock Light e integraria a RTR, projeto esportivo da SG28.

Bartz chegou a correr em Curvelo com a RTR, mas as pilotas não participaram sequer da classificação da primeira etapa. Na ocasião, a SG28 decidiu retirar os carros das corridas ao alegar via comunicado que os veículos foram entregues “carentes de componentes essenciais para seu pleno funcionamento”.

Tomaselli chegou a andar no treino livre 2 da Stock Car em Curvelo, mas não conseguiu completar voltas. Em Cascavel, segunda etapa, a SG28 novamente não participou com Calderón e Tomaselli. Só que, dessa vez, nem mesmo Bartz, terceiro carro do time, esteve presente no grid.

Diante do impasse, o time comandado por Carlos SG decidiu migrar para a Nascar Brasil, levando Calderón consigo, uma vez que a colombiana ainda não tinha assinado o termo da Stock Car que firmaria o vínculo com a classe, apurou o GRANDE PRÊMIO. Tatiana, portanto, seguiu o compromisso antes fechado com a SG28, assim como Tomaselli.

A SG28 teve uma curta passagem pela Stock Car (Foto: Ricardo Saibro)

O caso de Bartz, no entanto, traz outra camada. Por ter conquistado o título da Stock Light com a SG28, ganhou a chance de estrear na classe principal com o time campeão. Apesar da mudança para a Nascar Brasil com a dupla feminina, haveria ainda a possibilidade de manter o sobrinho de Rubens Barrichello no braço RTR.

O GRANDE PRÊMIO, então, procurou Carlos SG e perguntou os motivos de não continuar na Stock Car com Bartz. Mas o dirigente preferiu não se aprofundar no assunto e apenas destacou que “foi uma decisão do Lincoln [Oliveira]”, em referência ao CEO da Vicar, empresa que controla e promove o campeonato.

Pipe’, todavia, corre na Stock Car em 2026. Assim que a Albatroz Racing foi confirmada no grid, o campeão vigente da Stock Light foi anunciado como um dos pilotos da equipe.