Mitch Evans precisou superar uma prova complicada e caótica antes de cruzar a linha de chegada em primeiro e puxar a dobradinha da Jaguar no eP de Berlim 1 da Fórmula E, disputado neste sábado (22). Depois de não avançar ao mata-mata na classificação e partir apenas de ono, o ‘efeito sanfona’ foi um elemento que dificultou a escalada do neozelandês no grid.
Durante a corrida, os pilotos tentaram economizar o máximo de energia possível, e, por isso, o pelotão permaneceu compacto por boa parte do tempo, já que ninguém queria correr de cara para o vento. Nesse contexto, Evans relatou que acabou sofrendo um pouco com o efeito sanfona, e estava difícil evitar os carros que estavam à frente e freavam um pouco mais cedo que o planejado.
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“Eu sabia que se você largasse entre os 10 primeiros, ainda estaria perto de um bom resultado, como vimos nas últimas corridas. Eu sabia que seria um caos, mas isso estava em outro nível, quando tentava passar por alguns dos [carros] lentos à frente”, seguiu. “Aquele efeito sanfona, e as pessoas tentando ultrapassá-lo onde eles realmente não querem. Ou querem, e você está fazendo o mesmo também. Foi um pouco extremo”, finalizou Evans.

O neozelandês da Jaguar está em uma boa fase e conseguiu sua segunda vitória consecutiva no ano – o outro triunfo foi no eP de São Paulo, disputado no fim de março. O resultado o coloca no quarto lugar entre os pilotos, com 30 pontos a menos que o líder Pascal Wehrlein.
A Fórmula E retorna neste domingo (23) com a segunda perna da rodada dupla em Berlim, na Alemanha. A classificação acontece às 05h40 (de Brasília), enquanto a largada está agendada para 10h03. O GRANDE PRÊMIO transmite as atividades pelo YouTube. A narração é de Gefferson Kern, com comentários de João Pedro Nascimento e Pedro Henrique Marum.