Jorge Martín afastou o fantasma das lesões e voltou a ser o piloto dos velhos tempos. Depois de um 2025 marcado por todo tipo de ferimentos, o #89 fez as pazes com a boa forma e voltou a ser competitivo, tirando proveito do bom passo dado pela Aprilia na temporada. O sonho do bicampeonato, porém, vai exigir que o #89 esteja no auge da performance.
Depois da conquista do título de 2024, quando se tornou o primeiro a faturar o Mundial de Pilotos defendendo as cores de uma equipe satélite, Martín visitou as profundezas do inferno. Por causa de seguidas lesões, o espanhol disputou apenas sete das 22 etapas do ano passado e, como se não bastasse a ausência prolongada, ainda minou a relação com a Aprilia quando estava no auge do desespero.
Assustado com o forte acidente do Catar, Martín procurou a Aprilia na França para dizer que executaria uma cláusula de performance para antecipar em um ano o fim do contrato. A casa de Noale forçou a mão e manteve o piloto, mas o impacto na relação já estava consolidado.
Apesar das ranhuras, o trabalho seguiu e, em 2026, Martín pôde aproveitar o melhor que a Aprilia tem a oferecer. Além de ter se mostrado competitivo, especialmente no primeiro quarto do campeonato, o espanhol de Madri ainda contou com os seguidos revezes de Marco Bezzecchi para assegurar a liderança da MotoGP.

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Martín partiu para o descanso de verão com 208 pontos na conta, mas só 14 de frente para o vice-líder, que, desde a Alemanha, é Ai Ogura.
Ainda que a Aprilia tenha conseguido sustentar um 1-2 na classificação, ainda que com a satélite Trackhouse avançando para o segundo posto, o sinal de alerta está ligado, já que Marc Márquez, que chegou a ter mais de cem pontos a menos do que o líder, agora ocupa a terceira colocação na tabela, com só 18 tentos a menos do que o ponteiro.
Com a boa moto que tem nas mãos, Martín tem a ferramenta para brigar pelo campeonato, mas vai precisar estar no auge, já que a rivalidade é ainda mais intensa do que inicialmente parecia ser. Afinal, a Ducati conseguiu recolocar a Desmosedici nos trilhos e, mais do que isso, Marc Márquez superou as dificuldades físicas e voltou a ser o piloto competitivo de sempre.
O #93 fechou a primeira metade do campeonato garantindo que ainda não está em plena forma, mas com a promessa de que se empenharia nas férias para recuperar o ombro direito. A própria Ducati reconhece que, ainda que seja competitivo, o espanhol não está no mesmo nível do ano passado.
Em um cenário como este, Martín vai precisar dar o melhor de si se quiser sustentar a ponta da tabela até o fim do campeonato 2026.
A MotoGP agora parte para as férias e só volta a acelerar entre os dias 7 a 9 de agosto, com o GP da Grã-Bretanha, 12ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.